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Desarme
essa
armadilha
Berta
Ataíde
Coordenação:
Maria
da Penha Vieira
15,
Setembro/2003
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"Governar
é priorizar. No sentido de classificar e descartar
prioridades. Porque eleger prioridades diversas
é o caminho mais curto para aviltar todas elas."
( Peter Drucker )
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Vendedora
é morta por ex-namorado dentro de shopping em SP São Paulo
semana passada, segunda-feira 01 de setembro
funcionária da rede C&A foi morta a tiros pelo seu ex-namorado,
no interior da loja onde trabalhava, no Shopping Center Norte,
em São Paulo. Igor Aparecido Castilho, de 23 anos, atirou
quatro vezes em Camila Pallini de Cassela Duarte, de 22 anos.
Em seguida, o universitário disparou com o revóver calibre
38 contra a própria cabeça. Ela morreu no local e ele foi
internado em estado grave no Hospital do Mandaqui. Segundo
colegas de trabalho da moça, o ex-namorado estava enciumado
por causa do novo relacionamento de Camila e pretendia também
matar o atual namorado, que trabalhava na mesma loja. O rapaz,
porém, estava de férias.
Em
casos como estes, o problema é mais da área da Saúde.
Quaisquer
cidadãos cariocas, paulistas ou paulistanos quase sempre são
moradores vizinhos a uma favela.
No
Rio quase é condição para se sentir carioca. Todo carioca
tem sua favela ao lado, quer seja na Zona Norte, Sul ou Oeste.
Muitos bairros podem se dar ao luxo de ter um complexo, um
conglomerado.
Há
sempre alguém que acabou de ler que a FARC vai se reunir com
a ONU, no Brasil. O embaixador da Colômbia no Brasil, Jorge
Garavito, disse que há um ambiente "muito positivo" no Brasil.
Ele está corretíssimo.
Quem
não leu a notícia acima, tomou conhecimento ao menos, do universitário
que neste início do mês segunda-feira, 01 de setembro,
abrindo o mês Igor Aparecido Castilho, de 23 anos,
que matou a ex-namorada com quatro tiros, no interior da loja
onde trabalhava, no Shopping Center Norte, em São Paulo.
Durante
o capítulo da novela Mulheres apaixonadas, viu-se a inserção
da fala de um personagem repreendendo a propriedade de arma
de fogo. Como se "a mãe de Salete" tivesse sido vítima de
um pai de família pacato que tivesse atirado de dentro de
casa.
Talvez
para não atrapalhar as negociações do encontro da FARC colombiana,
no Brasil de solo fértil do momento atual com o estranho
silêncio da imprensa sobre as atividades do MST que foi substituído
pelo movimento dos indígenas defendendo demarcação de terras.
O cacique mostrou ao cinegrafista da TV que estava portando
um revólver, e tudo na frente da PF. O fato é que tudo "parece"
calmo nesse exato momento em que a tramitação do projeto de
lei que regerá a fabricação, a propriedade e o porte de armas
de fogo segue com sua campanha doutrinária.
O
jovem fluminense, de apenas 14 anos que se alistou nas FARCs.
Um
fato, todos os mesmos fatos
De
onde veio essa idéia tão brilhante que traduz a proibição
de posse de arma de fogo e do manter arma dentro de casa,
diretamente ligada como o cessar da violência? Antes dos movimentos
do MST e dos grileiros, era só coisa da cidade grande.
Nada
mais estéril, quando se sabe que, ninguém vai a uma loja adquirir
uma arma nova para, imediatamente, cometer um crime. Não no
Brasil, pois, além do risco de ter a arma rapidamente confundida
com outro proprietário nas imediações do endereço e que tenha
praticado algum atentado, some-se o preço a ser pago pela
licença, que por si só, já torna proibitiva a aquisição de
uma arma de fogo. Os bondes do crime não usam tresoitões,
nem puma punhetinha.
A
arma adquirida por qualquer pessoa, como no caso do universitário
Igor Aparecido Castilho, pode ter tido várias possibilidades
de origem, mas com muito mais possibilidade, ele não comprou
diretamente em loja, pessoa jurídica. Aliás, pode até nem
ter comprado, pode ter alugado ou tomado emprestada. Como
pensam nossos políticos manter o controle sobre o rent
a gun?
Quem
é que não sabe que não se deve atirar com uma arma legalizada?
Por isso a maioria dos portadores de armas tem duas e incluam-se
aí policiais e políticos. Uma legal e outra ilegal. Sempre
foi assim. A ilegal mata e a legal prova inocência.
Espanta
saber que o povo brasileiro está pendendo para cair nesta
armadilha.
Sacar
números estatísticos de volume de armas circulante entre a
população brasileira, índices de mortalidade por armas de
fogo e, mesmo montante em cifras advindas de transação de
negócios com armas de fogo, não representam muito. São estimativas,
em geral. Os números circulantes na informação já são espantosos
como estimativas. Imaginem números para valer.
Para
os lobistas a maioria dos crimes registrados pela polícia
é cometida com calibres altos, que não são encontrados no
comércio legal. As contas do Viva Rio, no entanto, são diferentes.
"Realmente os crimes praticados com fuzis e metralhadoras
têm aumentado de forma preocupante a ponto de os hospitais
públicos serem obrigados a praticar medicina de guerra.
Mas a maioria dos casos de violência ainda é causada por
projéteis de pequeno calibre", afirma Fernandes. Mas, por
melhor que seja a intenção dos que patrocinam a campanha
de desarmamento, uma coisa é certa: os índices de violência
urbana só voltarão a um padrão razoável quando as fronteiras
forem efetivamente controladas e o contrabando de armas
combatido com competência. Tanto assim que, antes mesmo
de uma melhoria na atuação da Polícia Federal, os próprios
governos estaduais pensam em tratar do problema. No Rio
de Janeiro, a Secretaria da Segurança planeja criar uma
polícia marítima, que controle a chegada de armas e drogas
pelo mar. "É preciso saber que essa lei que proíbe a venda
de armas não será uma panacéia. Mesmo se for aprovada, a
criminalidade e o uso de armas vão continuar", admite Gabeira.
Revista Isto É
Para
começo de história usamos a arma do cacique mostrado na TV
que não veio da loja. De onde teria vindo? Qual foi o rastreamento
feito nesse caso e nos casos dos sem-terra e dos próprios
com-terras. Como o interior está se armando? Como os indígenas
estão sendo abastecidos? Que tal pensar no pessoal que investe
em armas pesadas para enriquecer mais com o arma de
aluguel ?
...'Vê-se,
assim, que há preceitos penais suficientes para permitir
um combate sistemático à existência clandestina e criminosa
de armas de fogo e munições. Se esse combate deixa a desejar
é porque vivemos numa época de acelerado desgaste do princípio
de autoridade, por culpa ou dolo de quem tem obrigação de
exercê-la. Contido nos limites legais, tal princípio deveria
contrapor-se aos atos de arbítrio e violência cometidos
por quaisquer indivíduos que vivam à margem da lei. Nas
democracias autênticas, as autoridades impõem a lei, objetivando
o respeito aos direitos e obrigações, individuais e coletivos,
reproduzidos da Declaração Universal dos Direitos Humanos,
assim como para permitir o desenvolvimento harmônico da
sociedade, de maneira que as pessoas não precisem fazer
justiça pelas próprias mãos. A autoridade existe para garantir
a cidadania e o Estado democrático de direito. E, por isso,
tem que ser exercida.' - Romeu Tuma
em artigo Publicado na Folha de São Paulo, Edição de 09/09/99
- Pag. A-3
Os
movimentos sociais que explodem a todo minuto no interior
do país ( e agora nas cidades ) estão armados e armados até
os dentes. João Pedro Stédile não teria tanta segurança ao
afirmar que poderia acabar com os fazendeiros. Ainda não foram
descobertos os paióis. Disso a ABIN poderia ser encarregada.
A
situação no interior do país é muito mais grave do que podemos
supor. Digo, nós aqui das cidades grandes. O interior do Brasil
é um barril de pólvora e não há como esvaziá-lo, tendo em
vista que os dedos do Presidente Lula estão amarrados com
lacinhos para que ele não se esqueça dos compromissos assumidos
no Foro de São Paulo, ainda que façamos esforço em acreditar
que, por ele, pelo Lula, seriam desfeitos alguns dos compromissos
mais graves. O problema são os sombras que moram ao lado.
Se nem a CNBB obedece mais ao Papa, imaginem o que não poderá
estar acontecendo ou por acontecer. Ainda ontem o Lula disse
claramente que sabe que prometeu demais e pôs a culpa na ganância
e no desespero para ganhar as eleições a qualquer custo.
A
idéia da realização da reunião das FARCs com a ONU e a representação
do governo colombiano, ocorrendo no Brasil, é bem oportuna
já que o Brasil começa a exercer seu poder hegemônico na América
Latina e o Presidente Lula não poderá deixar passar esta oportunidade
para afirmar-se como pacificador.
Neste
ponto todos nós podemos concordar com o embaixador da Colômbia
no Brasil, Jorge Garavito, ao dizer que há um ambiente "muito
positivo" no Brasil, para uma reunião com representantes da
guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Para
não sermos egoístas, dá mesmo para oferecer as FARCs, de qualquer
país latino, espaço físico e farta mão de obra qualificada.
E para sermos agradecidos pelo tanto de drogas e armas que
eles têm fornecido ao narcotráfico, deveremos abrir as comportas.
O
que não podemos deixar passar nesse momento, e ainda aceitar
é que, o cidadão que não faça parte dos cartéis, não tenha
o direito de escolher se deseja e quer ter arma dentro da
sua casa para sua proteção de sua família. Armas que não venham
das FARCs.
O
porte de arma para sair á rua, sem que haja rígido controle,
claro, é um estímulo e indução ao crime e exige punição exemplar
para os infratores. Se não fosse engraçado falar em " rígido
controle " e " punição exemplar " de qualquer coisa no Brasil.
A rigidez é só para os desavisados. O rígido controle não
poderia ser exercido em cima do cidadão que tivesse e viesse
a fazer uso da sua arma para defesa familiar. Esse, não sai
de casa armado, nem aluga, diga-se. E mesmo que o faça, assim
procede pelo alto custo da licença.
Ao
contrário do assassino Igor, um pobre pai ficou na delegacia
por meses, por ter atirado no assaltante que invadiu sua casa
e estuprou a filha dele. O bandido apenas ferido, foi para
os curativos e o homem que defendia sua família ficou preso,
sofrendo os rigores da lei, ainda que tenha feito uso de arma
de sua propriedade em legítima defesa de sua família e dentro
da sua casa. Casos como estes, se fossem levantados não conseguiriam
papel suficiente para tanto preenchimento dessas ocorrências.
Entretanto, sobre esses casos, nem estimativas existem.
Bandido
não tem porte nem registro de arma. Essa lei não o afeta.
A proibição atinge, apenas, o cidadão honesto que precisa
da arma para defender-se, não afetando o criminoso. Desarmar
o cidadão favorece o crime.
-
Roberto Elias Costa
"O número de
armas em circulação é grande o bastante para alimentar o
comércio clandestino por muito tempo." Logo, a lei de proibição
é inócua, exceto contra o cidadão honesto que não compra
armas no comércio clandestino. - Olavo
de Carvalho em resposta ao
Dr. Rubem César Fernandes ( Viva Rio ) Ler o documento
completo no site www.olavodecarvalho.org
Este
projeto de lei como tudo que tem só um lado de interesse é
muito "dedicado", apaixonado e enfático. Desconfio. As campanhas
têm sido organizadas maciçamente...sei, não...mas aí tem.
Tem não apenas por intuição. Ligar as FARCs aos narcotraficantes
e militantes do " campesinato", é coisa que não exige muito
esforço. A generosidade e ideal dessas forças paralelas aos
Estados de países pobres, é surreal: os guerrilheiros obrigam
os campesinos plantadores de coca a pagar tudo, inclusive
pedágio. Imaginem quando estiverem no poder. É muita igualdade
para uma ideologia só.
Para
reforçar minha "intuição feminina" fui procurar embasamento
qualificado e encontro. Ratifico o meu ...aí tem.
A
História mostra que desarmar a cidadania é próprio dos tiranos.
Hitler, Stalin, Castro, Pol Pot, etc, desarmaram o povo
para liquidar a oposição e suprimir as liberdades públicas.
O desarme do povo alemão gerou o Holocausto. As ditaduras
- Vietnã, Cuba, Albania, - proíbem até armas de brinquedo
(como no Brasil) e o povo é escravizado, enquanto nas democracias
- Suíça, Estados Unidos, Israel - a defesa armada é livre,
a cidadania plena e há menos crime. Roberto Elias Costa
www.armaria.com.br
Em
havendo o encontro com a FARC Colombiana no Brasil, seria
bom negociar com ela para que desse uma folga. Sério,
seria até mesmo possível que o 2o. manda-chuva da FARC colombiana,
Raúl Reyes, fosse contratado para estrelar um anúncio onde
se mostrasse absolutamente contra o uso de armas leves. E
drogas, naturalmente, como convidado especial, em anúncio
para a TV.
Os
colecionadores, os verdadeiros colecionadores, que guardam
preciosidades históricas, memória da armaria, estão sendo
punidos:
O relator, senador César
Borges (PFL-BA), acolheu duas emendas. Uma, do senador Juvêncio
da Fonseca (PMDB-MS), estabelece que as armas de colecionadores
não terão dispositivo de disparo.
Mutilar
a liberdade tanto quanto o objeto do cidadão colecionador
é o mesmo que arrancar páginas de um livro porque ele foi
julgado e proibido por ser pernicioso e induzir alguém a más
práticas. Como tem acontecido na literatura. Esta comparação
irá soar um sacrilégio para aqueles que não compreendem a
importância histórica desses documentos para o futuro.
Em
nossa História recente o que não faltam são exemplos de destruição
de livros, como ocorreu na China de Mao, onde até instrumentos
musicais foram destruídos por serem considerados perigosos.
Mas quem quer falar sobre isso? Para o regime vigente na China,
desde seu início, os livro e os instrumentos musicais eram
verdadeiras armas. E eram. Tanto que, muitos morreram por
culpa dessas peças letais..
Vale
denunciar que também livros estão sendo reprimidos, se não
apresentam conteúdo social-ideológico. Por causa de tantos
"bodes na sala" para confundir a cabeça de pessoas com preguiça
mental que sabem apenas, que são contra armas de fogo. Os
sofismas apresentados pelos defensores organizados são de
grande fartura de poder de persuasão e rapidez no gatilho
doutrinário.
Agora,
no final, afirmo estar bem distante de qualquer intenção de
fazer apologia ao uso de quaisquer armas letais. Até porque,
nas artes marciais, uma das primeiras e enfatizadas lições
do verdadeiro mestre é: para evitar o revide, o que seria
uma covardia com o oponente que desconhece as técnicas, corra
do seu agressor. Isto sim, é um ato de coragem.
No
entanto, no que concerne a defender este projeto de lei, antes
de usar qualquer "tribuna" para participar de uma campanha
de "bodes" como esta, devemos esperar que o Estado, o governo
do Presidente Lula e nossos políticos, apresentem resultados
no combate ao poder paralelo do narcotráfico, dos contrabandistas
e de outros grupos que trabalham por uma convulsão social
efetiva para pegar a população desarmada.
As
pessoas de bem devem fazer campanha, sim quando os governadores
de estado, de municípios e deputados não apadrinharem o crime.
Quando as polícias municipal e militar deixarem de se enfrentar
nas ruas, pondo em risco não apenas a economia de uma cidade
ou estado, fazendo fechar o comércio local, mas pondo em risco
as vidas das mães, dos pais, dos irmãos, dos tios, amigos
e primos das Saletes da vida.
As
pessoas de bem devem fazer campanha, sim: quando, tanto o
aparelho policial quanto as Forças Armadas ( mesmo que sendo
minoria, mas que por causa dos salários de fome se deixam
corromper ) pararem de colaborar com o crime organizado. O
deputado Roberto Jefferson disse publicamente que ganhando
altos salários os políticos não precisariam recorrer á ilicitude.
O mesmo salário nababesco serviria para todos os que devem
garantir a segurança do povo brasileiro. Se é que honestidade
passou a ser bem de consumo e muitos, jurassicamente, não
saibam.
alto
Leia
Rumo ao Estado Policial
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