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Qualquer homem público
que se preze, qualquer indivíduo que respeite seu pais, que
tenha um mínimo de orgulho de sua pátria deveria sentir-se
satisfeito ao final de um mandato como Chefe da Nação. Não
é este exemplo que conhecemos.
Nunca soube de nenhum
presidente do período militar que depois de exercer a Presidência
da República viesse a ser senador ou deputado federal ou governador
nem mesmo com as facilidades biônicas. Todos se retiraram
para o recesso de suas vidas privadas, reconhecimento de que
a função maior havia sido cumprida.
Reinstalado o pretenso
sistema democrático, vemos a corroboração de que chegar a
presidir o país não é o posto máximo que satisfaça o político
brasileiro. Portanto, o desejo de chegar à chefia da Nação
representa a maior oportunidade de manter-se marisco grudado
no poder.
O caminho - sem querer - do Senador José
Sarney é o mais puro exemplo que deveria provocar nos brasileiros
a pergunta: deveria um ex-presidente, para manter o poder
político, refazer a trilha que o levou até à presidência?
Quais motivações e interesses que impeliriam um executivo
que atingiu o posto máximo dentro uma empresa, após ter exercido
a presidência, voltar a um cargo de gerente da mesma empresa?
Assim vemos que
o posto não representa a coroação máxima da dedicação, competência
e da honra.
No caso do ex-presidente
José Sarney, mesmo que se reafirme que ele não foi levado
até a Presidência por vontade própria e pelo voto direto,
ainda assim, mesmo por uma contingência tanto quanto os presidentes
militares, ele exerceu o cargo de Presidente do Brasil e,
por isto, deveria preservar a honra e orgulho de ter representado
o povo brasileiro, tal como fizeram aqueles.
Não foi suficiente;
deduz-se que representar-nos não tem a menor importância.
Representar a Nação brasileira não tem relevância alguma.
O povo brasileiro deveria sentir-se humilhado, envergonhado
em ver que o mais alto cargo político serve apenas
como tempo de estágio para o poder maior.
Mais um presidente,
como o Lula, pretendente à presidência da Petrobrás
se a Dilma for eleita, demonstra a tradição pelo desapreço
e a desonra do cargo de Presidente da República. Nestas próximas
eleições a Sra. Dilma será a candidata
ao estágio; por alguns anos, possivelmente, viverá
na triste condição de Presidente do Brasil até
que assuma o verdadeiro poder.
Não se pede que
sigam o caminho dos exemplos dos presidentes da América do
Norte, que ao final de seus mandatos - após reeleição
se for o caso - , se retiram da vida pública; assim tem sido
desde a fundação da mais antiga República, porém, nunca se
esqueciam da importância de suas existências para a História
do seu país e permaneciam em constante atenção até a morte.
Não pedimos nenhum exemplo de John Adams, Thomas Jefferson,
Benjamin Franklin, ou outro. Todo brasileiro gostaria, ao
menos, de um modelo tropicalista menos desairoso.
O povo brasileiro
não se dá conta do quão é humilhante não poder sentir orgulho
e prestar o devido respeito a aquele que já foi Chefe da sua
Nação, da Nação brasileira e aquele que rende
o outro no turno do poder, não se lembra que cedo será
apenas uma foto em preto e branco penduranda em um canto,
desbotandos pelo caminho natural do tempo. Porém,
deixar a honra manchada deveria ser vergonha, dessas que
se transformam em maldição e se estendem por
todas as futuras gerações.
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