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Desde o início das denúncias
em maio de 2005 dos escândalos contra o Governo Lula,
as esquerdas simularam um coro popular, como se viesse das
massas. Insistiam em colar na mentalidade do povo brasileiro
o slogan do Cabrito Maduro, que sofre sem berrar.
“O Brasil amadureceu e vai
superar a crise”. O povo brasileiro, as classes médias,
que costumam bufar, quando incitadas e nunca por iniciativa
própria, acovardou-se, para variar. O funcionalismo
público que elegeu o Lula olhando o futuro do contra-cheque,
ficou mudo, irado pelo engodo e envergonhado por se revelar
mesquinho e capaz de pôr uma Nação inteira
em risco. Envergonhado porque vinha dele o apelo por “mudanças”
sem medo de ser feliz.
O adulto povo brasileiro saberia
relevar os desavergonhados políticos e ideologias imorais
e enganadoras. Saberia fingir que quadrilha é um tipo
de dança e compreenderia que se deve dançar
conforme a música.
À frente do carro de som
a música tocada pelos globais doidões que sempre
se espojaram nos cachês dos anúncios governamentais
para eles ou para seus veículos. Presos dentro da cabine
e dirigindo o monstrengo, velhos e conhecidos jornalistas
conservados no álcool das caixinhas e em cujos nomes
muito investimento veio da Esquerda para se manter fortalecida
no olho da página do jornal, de todos, se possível.
E foi possível.
Todos eles insistiam no mesmo mote
do “Brasil maduro” que não vai se deixar
levar pela indignação e “desgovernabilizar”
o País. O brasileiro cresceu e ficou preguiçoso
e como disse o Presidente Lula, não levanta o traseiro
para nada. Para nada não, para ser chicoteado o brasileiro
obedece feliz como uma autêntica hiena que descobriu
que adora pizza feita de dejetos intestinais.
Foi assim desde a infância:
menino que muito apanha perde a vergonha. De tanto levar pancadas
o povo brasileiro perdeu a vergonha de se deixar ser enganado.
Por outro lado, ganhou muito com a capacidade que os adultos
“maduros” têm de frear o choro e o grito
de dor.
Adulto, o povo brasileiro perdeu
a vergonha e ficou cascudo. Criou calo no lombo e com a chegada
da terceira-idade, curva-se diante do peso da apatia.
E vamos votar!
Todos reconhecem que o Governo Lula
não é uma quadrilha e sim um grupo de dançarinos
de quadrilha.
E vamos dançar! |