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Um mínimo de controle
emocional seria muito útil em situações como a população ensandecida
tem reagido contra o casal Nardoni suspeito de terem assinado
a criança Isabella Nardoni.
Em nenhum momento
se pode deixar passar a possibilidade de que o pai da criança
possa ser culpado. Perfil psicológico e histórico de violência
leva a não acreditar que ele merece tanta certeza de inocência.
Um homem estressado e capaz de ameaçar de morte como o fez
com a sogra e que foi registrado numa Delegacia de Polícia
de São Paulo.
A expressão dos
olhos de Nardoni não merecem confiança. O biótipo também não.
Parece do tipo marrento. Mas, e daí?
Daí que não será
com bases em hipóteses mal iniciadas e mal finalizadas que
se produzirão peças materiais concretas que justifiquem a
incriminação.
Tão pouco pode se
confiar na competência dos policiais sejam militares ou civis
quando se trata de lidar com a cena do crime. E nisto ficou
bem patente a incompetência pelo que foi informado através
da imprensa.
Neste quebra-cabeças
ficam faltando peças elementares que fariam com que Sherlock
Holmes torcesse o nariz. Além do uso indevido de informações
dos laudos periciais usadas nos.interrogatórios, necessidade
de encontrar logo o bode-expiatório como no caso do casal
donos da escola em são paulo que foram acusados de pedofilia
e que até hoje amarguram dores que jamais cicatrizarão.
Nossas perguntas
são simples para que as polícias vejam o quanto são irresponsáveis
ou despreparados.
Sem respostas
1 - Qual
a motivação para o assassinato?
2 - Por qual motivo, de imediato, o local do crime
não foi lacrado impedindo que qualquer pessoa entrasse até
o início das perícias? E somente os peritos poderiam ter acesso
e responder pela descaracterização do local?
3 - Por que não foram encontradas as ferramentas utilizadas
para cortar a tela de proteção se elas estavam exatamente
no parapeito da janela onde depois facilmente foram encontradas
? Inicialmente desconhecia-se, apesar da presença da polícia,
o local onde estavam as ferramentas utilizadas para cortar
a tela de proteção. Ninguém viu e foi o que a imprensa noticiou
por mais de dois dias.
4 - Por que com base em testemunhos de colegas e ex-colegas
de trabalho, amigos, conhecidos, vizinhos da residência anterior
e outras pessoas próximas não foi montado um perfil psicológico
dos acusados?
5 - O depoimento do vizinho do apartamento da frente
que garante ter ouvido a criança gritar pedindo ao pai que
parasse: pára pai...pára...pai. não corresponde à fração de
tempo comparada com a afirmação de que a criança já havia
chegado desmaiada ao apartamento.
6 - Se a
criança já estava ferida e desmaiada, por que asfixiá-la?.
Pensando na afirmação
da perícia de que a criança havia sido agredida já no carro,
todos devem ter pensado na dificuldade que o pai teria para
isto tendo em vista que o encosto do banco do carro vai até
a cabeça de acordo com o que foi publicado em imagens desenhadas.
A possibilidade da agressão estaria com a madrasta. Considerando
que a criança vitimada nunca revelou agressão ou maus tratos
à mãe, fica difícil compreender todo o quadro sem que se apresente
a motivação para a agressão primeira.
Estranha-se a velocidade
com que a polícia encaminha o fato. Quantos brasileiros mortos
em São Paulo, nas mesmas circunstâncias trágicas são mortos
e mal passam do rodapé de jornal imaginem tanto aparato tecnológico
com os quais reduzidíssimo número de policiais sabem operar.
Justiça?
Que justiça? O "Caso Escola Base" é
uma das maiores vergonhas para a mídia brasileira.
Em 1994, indefesos empresários, donos de uma pequena
escola em São Paulo, são acusados de abusarem
sexualmente de seus alunos. Duas mães psicologicamente
desequilibradas, um delegado exibido e irresponsável
e a mídia sensacionalista, juntos, jogaram a Opinião
Pública contra os pobres coitados, destruindo sua
empresa e suas vidas. Oito anos depois, o Superior Tribunal
de Justiça condena o Estado de São Paulo a
pagar uma indenização por danos morais de
R$ 250 mil a cada um dos 3 empresários. Nem as caluniadoras,
nem a mídia foram molestadas. A conta vai ser paga
pelos contribuintes. Justiça tarda e falha. [Vários
jornais em 20/11/02]. www.imagemempresarial.com.
Não que a vítima,
uma criança, não mereça que se encontre seu assassino ou assassinos,
mas causa revolta em saber que todos os brasileiros vítimas
inocentes de tanta violência não mereçam o mesmo. Também não
se entende que a população não reaja com tanto furor para
proteger uma pessoa sendo assaltada na frente de todos e ninguém
demonstra revolta. Vêem e saem indiferentes.
Domínio Feminino
gostaria de acreditar que os Nardoni não praticaram o crime.
Preferível, mil vezes, saber que o pai foi acusado injustamente
por incompetência das polícias e destrambelhamento do Ministério
Público a ter assassinado a própria filha, ou cúmplice.
Também seria muito
bom que todos os casos recebessem tratamento espetacular dos
veículos de comunicação, mas a doce Isabella se foi em hora
muito suspeita para a Nação brasileira. Deve haver quem esteja
devedor por ela ter se esvaído pela cortina de fumaça da janela.
Perdão Isabellas
e Isabellas, por este Brasil que não cuida de seus filhos.
Isabella você nem chegou a saber que quando tragédias, assim
como a sua, acontecem em hora que para muitos é propícia,
eles tem um jeito estranho de comemorar. Eles dizem: top-top.
E a Constituição brasileira fica te devendo a vida que prometeu
e não cumpriu.
Neste domingo, o
espetáculo chegou ao ápice com a reconstituição do crime que
poderia ter acontecido à noite no mesmo horário do crime.
Mas a falta do holofote maior, o sol, impediria a pujança
do absurdo.
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