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Perguntas mais
freqüentes
Qual a diferença entre publicador
e editor? Não são a mesma coisa?
Corpo
da Letra - No Brasil, o vocábulo editor é de uso consagrado
para indicar o publicador. O editor pari e o publicador torna
público. Preferimos a forma mais romântica ou que diz mais
ao sentimento da arte. O publicador é o empresário, que investe,
responsável, pela pessoa jurídica que é a empresa.
O editor é o profissional responsável pela preparação dos
originais e acompanha todo processo de produção.
Cada
casa publicadora, dependendo do porte, ou tem vários editores,
ou os contrata na medida do necessário. Mesmo as pequenas
publicadoras, adotam a terceirização, quando é preciso. O
publicador é um editor na medida em que ele também dá à luz
a um livro, viabilizando financeiramente a confecção, sofrendo
as conseqüencias do desastre comercial. Mas também pode
ter conhecimento suficiente para proceder à preparação de
manuscritos e dar acompanhamento na produção.
Qual
a diferença entre Publicadora ou Editora e Produtora
de livros?
Corpo
da Letra - Toda diferença:
a Publicadora ou Editora de livros, investe em suas próprias
produções, assume riscos comerciais e legais.
A produtora, não investe na publicação,
ela apenas o confecciona como faria uma gráfica e cobra
pelos serviços prestados, sem lhe oferecer um selo
de Publicadora, verdadeiramente. Não tem compromisso
após a confecção, ou seja, não
assume divulgação, comercialização
ou nada decorrente, pois seu contrato não implica em
cláusulas contratuais como as constantes no contrato
de publicação.
O
autor investe na sua própria publicação
e a comercialização, divulgação,
tudo o mais fica por conta do autor. Sem contar que seu livro
não vai apresentar um selo de credibilidade.
No
entanto, todas editoras publicam livros na forma de produtora.
Isto acontece porque muitas vezes surge um bom original mas
ela, a editora, não tem locação financeira
para assumir a publicação. Nestes casos faz-se
parcerias ou é proposto ao escritor que ele invista
na primeira edição e em dando certo, comercialmente,
as outras edições ficarão por conta da
editora.
Outra
situação: os originais são bons, mas
não são viáveis comercialmente. Um bom
título com conteúdo que a editora sabe que atingirá
um público muito restrito e não oferecerá
retorno aos investimentos. Este é outro caso, no qual
a editora reconhece a qualidade da obra e poderá propor
apenas a produção e cessão do selo.
Para
as editoras que zelam pelo seu selo e pelo seus editados,
nos quais ela investiu, não aceitarão obras
que não apresentem uma qualidade mínima.
Se
o seu livro for ceito, para produção, com seu
investimento, por uma editora séria, saiba que ele
apresentou essas condições e isso já
equivale a deixá-lo sabendo que poderá trabalhar
no seu potencial como escritor.
O que devo fazer para encontrar
um publicador de livros ?
Corpo
da Letra - Visite todas os sites de Editoras, gráficas
e HPs independentes. Ou procure nos catálogos telefônicos.
Busque algum amigo que conheça escritores ou pessoal que trabalhe
em editoras de livros. Insista.
Envie
03 (três) cópias aspiraladas dos originais. Atente para
o fato de que deve enviar esse material devidamente documentado
pelos correios, devidamente registrados pelos correios, (
com AR ) para evitar futuros sustos, por apropriação
indébita. É apenas isto que irá
proteger você de ver sua obra publicada com outro nome,
ou plagiada, e poder lutar juridicamente.
Quais
sãos os critérios usados pelas Editoras para fazer a apreciação
dos originais?
Corpo
da Letra - O critério primeiro é que, o gênero literário
que você apresente esteja dentro da linha editorial da casa
publicadora. Se o seu livro apresenta-se dentro da linha editorial,
uma leitura rápida, feita pelo editor, que não é necessariamente
uma leitura completa dos originais, irá dar uma noção da temática,
do seu estilo literário, da qualidade do material apresentadoe
das possibilidades de comercialização.
Após
isto é que, ele, seguirá para o comitê de leitura, para
que tenha-se a exata noção da qualidade do conteúdo. Não rara
as vezes, procede-se a outras leituras. Se o resultado for
positivo, ou seja, se ele tiver um bom parecer dos leitores
profissionais ou leaders d`opinion, seguirá para o
conselho editorial.
Outra
vez, irá depender dos pareceres quanto à qualidade do conteúdo,
originalidade, temática, viabilidade comercial, público alvo.
Mas ainda não terminou. Fica na dependência da programação
editorial da casa publicadora. Esta programação, por sua vez,
esta ligada à disponibilidade de recursos do Departamento
financeiro. Ainda que o editor tenha todos os melhores pareceres
sobre a obra, entretanto, se os recursos já se encontram alocados
em obras com mais viabilidade comercial, ou anterioridade,
o diretor editorial não pode fazer muito. Vários outros fatores
interferem na escolha de publicação de um título. Mas se tudo
correr bem, os originis seguem para o comitê de edição.
Por
que nenhuma Editora aceitou publicar o meu livro?
Corpo
da Letra - A explicação acima serve como resposta.
Quanto tempo uma Editora leva
para publicar um livro?
Corpo da Letra - Além
do tempo gasto com apreciações e pareceres, dependência de
programação, a publicação de um livro é variável. Pode levar
três, quatro anos na fila. Ou não, principalmente se a temática
for de oportunidade.
Qual é o percentual de lucro
que ganha o escritor?
Corpo
da Letra - Atualmente, os editores estão seguindo mais
a linha da livre negociação, como ocorre na maioria dos países
e até mesmo por bom senso jurídico de interesse das partes.
Portanto, esse percentual é negociado de muitas formas. Desde
o pagamento em livros até o avanço ( este último mais raro
entre nós - quase inviável, e totalmente inviável para nós
pequenos publicadores de livros ). Também, o gênero
literário serve como diferencial.
Gostaria de dar a minha opinião
sobre a capa do meu livro mas a Editora não aceita. Como faço?
Corpo
da Letra - Programar visualmente um livro não é tarefa
das mais fáceis. Poucos conhecem este terreno delicado. A
capa nunca está dissociada da diagramação do miolo do livro,
menos ainda, do conteúdo da obra. Ainda que o escritor,
também, seja um artista plástico, ele deverá fazer uma opção
entre ser escritor ou artista plástico. Mesmo levando em consideração
que ele venha a apresentar uma ilustração de grande qualidade.
Querer ser as duas coisas, não se consegue fazer bem nem uma
coisa nem outra.
No
caso de um escritor profissional, antigo na casa publicadora,
por deferência e apreço, o editor costuma pôr a capa à apreciação
do escritor. Os escritores, profissionais, dificilmente interferem
no trabalho do editor. Pelo contrário, costumam acatá-lo com
respeito ao editor, também, profissional conhecedor da sua
profissão. Capa de livro não é espaço para anúncio puramente
comercial. É preciso preservar a independência do Editor para
que ele possa proteger os direitos e interesses editoriais
da casa publicadora e preservar o bom relacionamento com os
seus editados. Isto é o mesmo que proteger a obra do escritor.
Meu
editor quer mudar o meu livro todo? Ele pode fazer isso?
Corpo
da Letra - Seu editor não quer isso. Jamais. E
por muitos motivos. Ocorre que um bom e verdadeiro editor,
nunca, deixará de trabalhar, juntamente com o escritor,
o que lhe parecer possível melhorar. Um parágro,
título, retrabalhar o perfil de uma personagem, conferir
pesquisas etc.
Um
moderna concepção da função editorial,
segundo Robert Laffont, é que um original é
ainda um projeto de livro. Depois de editorado, ele passará
por uma transformação até atingir o ponto
de impressão, a caminho de ser um livro de fato, no
sentido editorial e comercial. Deste livro, surgirão
subprodutos tais como filmes, novelas e seriados para a televisão
e outros em multimídia a fim de rentabilizar os investimentos.
Quanto tempo a Editora leva
para me pagar o percentual ao qual tenho direito?
Corpo
da Letra - Esta questão constará como cláusula contratual.
Levando-se em conta a presença do distribuidor e do livreiro,
os casos de inadimplência do distribuidor e do livreiro, muitas
vezes, a casa publicadora necessita da compreensão e/ou do
editado que não pode nem deve desconhecer as dificuldades
do mercado editorial. Este é um problema que nem os países
mais desenvolvidos, que podem contar com um mercado editorial
forte economicamente, conseguiram, de todo, pôr fim às insatisfações.
Por que o meu livro não se
encontra nas livrarias?
Corpo
da Letra - O que qualquer editor deseja é ver todos os
seus títulos publicados ocupando vitrines e prateleiras nas
livrarias ou em qualquer lugar onde se possa encontrar o leitor,
ou um leitor. O livreiro compra o que ele quer comprar. Alguns
poucos publicadores têm condições de forçar venda, ou um pacote.
O pacote consta de vários títulos com poucas vendas e um ou
dois títulos bons de venda. Isso não é bom para o livreiro
e menos ainda para os publicadores menores, sem poder de barganha.
Além do que os descontos que os publicadores de grande porte
podem oferecer sem tanto prejuízo mas que para os pequenos
é mortal. A figura do distribuidor é fundamental. Entretanto
o número de distribuidores é ínfimo. Além das dificuldades
que estes profissionais têm que enfrentar, principalmente
no setor de vendas junto às grandes redes de livrarias e até
mesmo pelo pouco número de pontos de vendas.
A Editora vai publicar o meu
livro mas não faz noite de autógrafos ?
Corpo
da Letra - Isto não é usual. Se o escritor é bom de vendas
ou é um nome consagrado, o publicador tem como absorver os
custos. O publicador, no máximo, pode fazer uma parceria.
O meu livro é ótimo! Por que
a imprensa não deu uma só linha sobre o meu livro? A editora
não se preocupa?
Corpo
da Letra - Não se pode negar que criou-se uma mentalidade
que mais nutre o ego do que propriamente as vendas. Entretanto
dependendo do veículo, ou dos veículos, a divulgação aquece
as vendas. Acontece que, quando se pensa em imprensa, pensa-se
em grandes jornais ou televisão. Deu no programa do fulano,
deu no jornal tal. É gratificante, sem dúvida. Além do que
muitas livrarias só compram o livro se "der " na imprensa.
Infelizmente o leitor adotou a mesma atitude, na medida em
que não busca a livraria e consulta o livreiro que por sua
vez, deveria oferecer consultoria ao leitor cliente.
Ocorre
que os jornais têm seu suplemento literário com muito pouco
espaço. Estes espaços custam pequenas fortunas. Por outro
lado o volume de títulos é grande. Os empresários de jornais
precisariam investir muito em cultura; sabemos, todos, que
livro é um produto difícil de vender. Que o brasileiro não
tem o hábito de educar seus filhos cultivando o gosto pela
leitura. Os publicadores não dispõem de recursos para investir
em anúncios, o suficiente, para estimular os empresários daquele
segmento a investir, por sua vez, nos suplementos literários.
O seu publicador, o seu editor, tanto quanto você, ou mais
do que você, escritor, faz tudo que está ao alcance, para
ver um título num espaço de crítica ou sendo resenhado ou
ainda um pequeno anúncio na coluna de novos lançamentos.
Lastimavelmente,
como numa publicadora de livros, não existe critério fixo
na imprensa escrita, para adoção de um livro que irá merecer
espaço. O mesmo acontece na televisão. O grande veículo ainda
é o rádio. E pouca importância é dada a este veículo. O escritor
também pode, e deve, na medida do possível e das possibilidades,
colaborar com o seu publicador na divulgação da sua própria
obra. A relação entre publicador e publicado é de parceria.
A pequena mídia, ou seja, os jornais de cidades pequenas,
esses, são os que dão mais retorno.
A minha editora está boicotando
o meu livro?
Corpo
da Letra - Pode acontecer, mas é raro. Reveja seu relacionamento
e sua atitude com o seu publicador. Em algum momento você
pode ter tido alguma atitude ou comportamento incompatível
com a imagem do seu publicador, ou estar maculando a imagem
do nome da casa publicadora. Boicotar um escritor da casa
é prejuízo.
Será que não vou encontrar
nenhuma Editora que publique o meu livro?
Corpo
da Letra - Primeiro vamos dizer-lhe que não desista fácil.
Mas se todo a espera tornar-se muito sofrida, busque a produção
independente. Não se envergonhe de investir no seu próprio
talento. Se você já ouviu falar de Ezra Pound, Walt Whitman,
Carlos Drumond de Andrade, acredite que vale investir em você
mesmo. Os escritores acima, só para citar poucos, acreditaram
no próprio talento e não esperaram por publicador. Não é raro
encontrar escritor que fundou sua própria publicadora, criando.
desta maneira, o próprio selo editorial. Isto na Europa acontece
até nos dias de hoje.
Quero
investir para publicar meu livro, mas é muito caro?
Corpo
da Letra - É caro, e muito caro. Os custos variam
de estado para estado, de fornecedor para fornecedor e de
casas publicadoras para outras casas publicadoras. Mas há
formas de se conseguir valores razoáveis ( não
para uma editora pequena ), desde que sem selo, impresso diretamente
numa gráfica. Um livro simples, sem qualidade de acabamento.
Desde a qualidade do papel até a qualidade das marcas
das tintas usadas, um livro sai muito caro. Seu livro pode
ter uma capa que parece simples, mas a qualidade do fotolito
e das tintas vão torná-lo muito caro. Além
do que, a tiragem é um ponto da maior importância.
Mas não adianta imprimir 05 mil exemplares se o autor
só tem 200 leitores. Um número infindável
de custos são agregados ao produto finalizado.
Publiquei
um livro e desejo vê-lo publicado em outro idioma. Como devo
proceder?
Corpo
da Letra - Existem produtores de livros em qualquer parte
do mundo. Mesmo não investindo nas publicações, oferecem um
trabalho sério. Proceda busca de publishers na web.
É
bom lembrar que a Editora Corpo da Letra Ltd. foi a primeira
publicadora a publicar essas questões tão guardadas
pelas Casas Publicadoras, como se fossem proibitivo tal conhecimento
por parte dos escritores.
Sobe
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