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Por tudo que já
vimos, ouvimos ou lemos, podemos seguramente dizer que, o
prefixo “ex” quando antecede ao ser humano, possui (ou não)
um poder de fogo excepcional, principalmente, quando essas
duas letrinhas se encostam, por exemplo, em marido, esposa,
amante, genro, amigo, secretaria...
O que faz o “ex”
conter poder de destruição, são informações (verdadeiras ou
não) aliada a uma grande carga de: desejos frustrados, rejeição,
inveja, raiva e um desejo intenso de vingança. Aí, quem carrega
algum desses itens ou todos juntos, passa a ser uma bomba
ambulante.
Há informações sob
o domínio do “ex” que se forem reveladas podem causar um prejuízo
residual, pois interessam apenas a determinadas pessoas, então,
geralmente, a coisa pega fogo, praticamente, em família ou
no trabalho, etc. Porém, há outras revelações que têm um alcance
muito maior que uma família, um círculo de amizade ou uma
determinada empresa. São de interesse público, portanto, podem
atingir a toda uma sociedade.
Tanto a mulher
como o homem, possuem a mesma periculosidade explosiva quando
não detêm o controle sobre suas emoções.
Como exemplo, foi
por causa das denúncias de um homem, ex-genro, do juiz Nicolau,
sobre seu enriquecimento ilícito que ele, “ex vi legis” (por
força da lei), perdeu a liberdade.
A socialite que
denuncia, após ser abandonada por um político seu ex-marido,
uma dança enlouquecida de malas contendo dólares.
O deputado cantor,
que depois de pressentir a si próprio ardendo numa fogueira,
resolveu, protagonizando uma ópera bufa, que queimaria junto
seus ex-afetos.
A secretária, que
após ser demitida da empresa onde trabalhava, resolveu se
vingar do ex-patrão, denunciando e entregando uma agenda que
o comprometia.
Não me venham com
patriotadas!
Dizer, agora, que
as denuncias foram por amor à democracia e aos cidadãos brasileiros,
é debochar da inteligência do povo.
Se o ex-genro não
possuísse algum interesse contrariado; se a socialite não
tivesse sido abandonada; se o deputado não visse seus desejos
irem para o brejo; se a secretária não houvesse sido demitida...
Certamente, “tudo continuaria como antes no quartel do Abrantes”.
Existe “ex” que
detém informações que poderiam ser prejudiciais ao outro,
porém, lidam bem com frustrações, rejeições, dão a volta por
cima com facilidade, conseguem transformar sua raiva em algo
positivo para sua vida e não deixam que sentimentos menores
cresçam e floresçam.
A parte boa desse
destempero dos “ex”, que acontece a partir de frustrações
pessoais, é que às vezes permite à nação a oportunidade de
passar um país a limpo.
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