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Os
filhos que se casaram ou saíram do convívio diário com os
pais para viverem suas próprias vidas, em certos momentos,
empreendem uma volta para a casa dos pais ou daqueles que
os criaram.
Não
é aquela volta de mala e cuia, nem por muito tempo; às vezes
só por alguns minutos. Geralmente, é quando estão com problemas,
com aqueles problemas que parecem dar um nó na cabeça. Pode
ser financeiro, amoroso, profissional ou todos juntos. É quando
você diz: "Pára o mundo que eu quero descer!". Nessa hora,
meus amigos, você só não toma o caminho da casa dos pais,
apenas se for completamente inviável chegar lá.
Alguns
pais, por não entenderem a atitude do filho, podem comentar
ou apenas pensar: "Lá vem aquele problemático jogar tudo para
cima de mim. Quando está bem nunca aparece...".
Se
essas pessoas pararem para pensar um pouquinho, vão recordar
que antes de serem pais, já foram filhos e, atire a primeira
chinelada, aquele que em algum (ou muitos) momento da vida
nunca foi ou teve muita vontade de estar lá junto de sua mãe.
Nesses
dias atribulados que levamos atualmente, onde os desejos estão
sempre se conflitando com as necessidades e exigências pós-modernas,
há ocasiões em que a única coisa que queremos é um oásis de
paz.
Quando
o filho ou filha chega com a cabeça quente na casa dos pais,
alguns, falam, desabafam, às vezes choram, outros ficam por
ali quietinhos. Geralmente, eles não vêem para que os pais
resolvam seus problemas, mas é certo que saem dali aliviados,
emocionalmente recarregados para voltarem para os embates
da vida. Mas, por que vêem, por que os filhos sentem essa
necessidade?
Não
importa o tipo de relacionamento entre filhos e pais quando
eles se separaram, mas a certeza é que no passado, pelo menos
em alguns momentos eles se sentiram amados, felizes, seguros
e em paz perto daquelas pessoas e é a lembrança inconsciente
desse passado que os trazem de volta.
Quando
ele chegar, acolha-o com carinho e simpatia, ofereça uma água,
um café. Esqueçam as críticas, se puderem dar bons conselhos,
dêem. Se não tiverem o que falar, fiquem calados, num silêncio
acolhedor. É só disso que eles precisam, de provarem um pouco
daqueles sentimentos tão remotos, mas que dão tanta força
para retornarem para a vida e continuarem a lutar.
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