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A Máscara de Capelle

 

 

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Jazz e Hip Hop
Sofisticação musical

     
jPMENDONÇA
O raper Shawlin
Clique para saber quem é JPMendonça
 
Sem medo de inovar  
na Nuth - Barra da Tijuca
Pista da Nuth >
< demonstração de break
 
 
 
< DJ Castro, um dos melhores nomes do Rio de Janeiro.
 
 
Ana Louvado
Sábado, 03, Dezembro/2001
 
 

        jPMENDONÇA, ( João Paulo Mendonça )instrumentista e produtor musical, apresenta o Hip-Hop à badalada Zona Sul do Rio de Janeiro. jPMENDONÇA parece ser dos poucos a reconhecer a sofisticação musical vinda do rap, por isso mesmo merece ser registrada bem como parabenizada a visão musical e pioneira de jPMENDONÇA. Vale mesmo dizer que João Paulo, no melhor dos sentidos, ousou. A ousadia marca a diferença entre a mediocridade que grassa geral.

      A festa do lançamento do CD da Nuth foi comemorada em grande estilo juntando o que parecia tão distante. O jazz de jPMENDONÇA e o rap de Shawlin . Com certeza, ainda há quem não tenha entendido nada.
      Grande sacação do jPMENDONÇA e da Nuth ao convidar o rapper Shawlin, Marechal e grupo de break, GBCR - Gang de break consciente da Rocinha, representando o Hip Hop do Rio.
      Zona Sul do Rio de Janeiro mostrou-se refratária ao funk, forró e outros ritmos de épocas e acabou até dançando na boquinha da garrafa.
Apaixonou-se pela lambada velha de guerra, a primeira paixão.
      Agora é a vez do rap, marcado pela linguagem de rua em rimas. Com letras, quase sempre, de protesto social, lembrando os ideais dos idos de 60, vestidos da mais pura realidade vivida e, quando não, presenciada ao vivo e em cores.
A força das músicas está na riqueza das rimas, boas bases e conteúdo das letras. A busca por bons samplers para bases, faz com que os rapers tenham necessidade de muita pesquisa musical, que acaba por enriquecer na cultura musical de cada um. Enveredam por todas as vielas onde possam encontrar um velho vinil. Essas pesquisas os impelem a navegar pelo cancioneiro popular brasileiro, pelo jazz, canto gregoriano, MPB ( clique para ouvir Shawlin — "As verdades", plena de crítica social do cotidiano vivenciado e presenciado ), Bach e Mahler, em busca do que é bom.
        Produtores profissionais ainda não despertaram para o gênero "voz da rua". Uns poucos, no Rio de Janeiro, como Elza Cohen, jPMENDONÇA e o novato Edmilson ( fabricante de roupas para rapers ) apostam todas as fichas, pra valer. Entre as gravadoras, a Trama, é investidora conhecida e respeitada.
      A cultura do Hip-Hop vem conquistando espaço muito lentamente, porque travada por um público pouco informado sobre o gênero, embora seus adeptos sejam organizados e corajosos para viver em guetos — tal como os pioneiros do jazz — , sobrivivendo dentro das rádios comunitárias. Por enquanto.


Para entender a Cultura do Hip-hop


      A cultura hip-hop é formada por quatro elementos de expressão:
MCs, conhecido como rapers, compositores e cantores propriamente dito, e
DJs, que só trabalham com vinil e gastam pequenas fortunas na aquisição dos bolachões. Esses dois são representantes da expressão musical dentro do hip-hop;
Necessário ressaltar o free style ou improviso. Para Shawlin, raper que não sabe improvisar não pode ser chamado de raper. O improviso equivale a um solo no instrumental. É no improviso que o raper mostra a rapidez do racioncío e sua capacidade de construir o pensamento hiphoper. Em geral o improviso acontece entre dois ou mais MCs ( mestre de cerimônias, o que canta e alegra ) como um duelling banjos ou como os repentistas nordestinos.
Break, represetando a dança ou expressão corporal;
Grafiteiro, expressão nas artes plásticas. ( não confundir com pixador! )


      O rap, como expressão musical do hip-hop está aberto a todos que sejam conscientizados política e socialmente. Há uma forte reação por parte dos autênticos rapers quanto ao excesso de comercialização. O grupo ou os grupos mais respeitados vêm do underground. Recusam-se a cantar letras comerciais, ou seja, que não demonstram a profundidade da conscientização de seus autores. Outro ponto que requer não transigir é a boa levada, onde a métrica ou rima torna-se o ponto exato para estabelecer um estilo próprio de cada MC. Não se espere ouvir a métrica formulada pela poesia tradicional. Nem a encontrada na poesia concretista, etc.
      O ponto universal de encontro é a internet tendo em vista as dificuldades geográficas que não favorecem os encontros pessoais. Nela, todos se reúnem com freqüência, trocam MP3 de suas autorias, sonham com seus demos, fazem parcerias de letras e bases e, ainda se entendem.
Os nomes artísticos, arte à parte, são irreverentes, em geral. Lombriga Tremosa, Matéria Prima, Xará, Cavalo Banguela, Marechal, Caramujo Sonolento, Gato Congelado, DJKink, Xis, BNegão e por aí vai.
Apologia ao crime não é considerada uma "necessidade brasileira" e, para Shawlin "é burrice".

Sobre jPMENDONÇA

Foto do Shawlin e DJ Castro — Juliana Marafon, www.dominiofeminino.com.br
Fotos de jPMENDONÇA e da pista de dança, cedidas pela Nuth Lounge. Gentileza da Assessoria de Imprensa — Lisyanne e Gabriela Medina.
Site do Shawlin - Clique
Leia ...ou o egg esquerdo - Em ElesPorEles
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