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AMB quer descredenciar
Sul América e Bradesco Saúde
27/4/2004
A Associação Médica
Brasileira (AMB) vai descredenciar nacionalmente as operadoras
de saúde Sul América e Bradesco. O atendimento está suspenso
há 15 dias nas regiões Norte e Nordeste e será interrompido
até o final do mês nas demais regiões. A decisão foi anunciada
pelo presidente da AMB, Eleuses Paiva, e afetará diretamente
cerca de 4,4 milhões de segurados das duas operadoras em todo
o país.
De acordo com o
presidente da AMB, entidade da qual fazem parte 280 mil médicos
em todo o país, a decisão é fruto “da postura imoral das operadoras,
que vêm aumentando os valores das anuidades sem repassar qualquer
reajuste para os médicos”. Paiva denunciou também que as operadoras
tentam impedir a realização de alguns procedimentos clínicos
e pressionam os médicos para que estes não solicitem exames:
“Nós não vamos aceitar que atitudes como essas baixem a qualidade
da medicina”, afirmou.
O mais recente conflito
entre as operadoras de saúde e as entidades médicas gira em
torno de uma nova tabela que altera os valores para os procedimentos
médicos, a chamada Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM).
De acordo com a
nova tabela, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (FIPE) da Universidade de São Paulo (USP), o valor
referencial para uma consulta médica deve ser de R$ 42, com
possibilidade de acréscimo ou decréscimo de 20%, de acordo
com a região.
As operadoras de
saúde não aceitam esse valor. Segundo o diretor adjunto de
saúde da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados
e Capitalização (Fenaseg), Otelo Filho, as operadoras propõem
elevar o valor da consulta para R$ 34 mas, segundo ele, o
principal conflito está em outro ponto.
Fonte: Agência Brasileira
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