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Nossa
homenageada especial neste
dia 08 de Março
Mulher
que acredita em mulheres.
Não pode haver motivo maior, para que uma
mulher mereça ser homenageada por outras.
Nossa
primeira associada, a Número 1
Muito
queridas navegantes e associadas, donas desses domínios.
Esta E-mensagem, da nossa primeira associada, a primeira mulher
que nos deu a alegria de nos conferir crédito de seriedade,
foi Maria Luiza Curti. Ainda nos lembramos do dia em que recebemos
o primeiro cadastramento. Foi uma alegria imensa: era tão
esperado, tão cercado de ansiedade para sabermos quem seria
a primeira a descobrir que a internet tem lugar para seriedade,
cada vez mais. O tempo da irresponsabilidade passou, que bom, que
passou!
Maria
Luiza uma pessoa aberta, pronta para acreditar porque tem o dom
e conhece a técnica para saber um pouco mais sobre as pessoas.
Sabe ler.
Você nos deu a primeira alegria,
Maria Luiza, e nós agradecemos muito por isto. É uma
honra ter Amiga como você!
Domínio Feminino
Sent: Sunday, February 11, 2001 10:01 PM
Publicado em Abril, 28/2001
QUERIDOS AMIGOS DO DOMÍNIO FEMININO
Fiquei
surpresa e feliz pela Categoria Especial (a nš 1) que recebi de
vocês. Sem dúvida é uma grande responsabilidade.
Vou falar
um pouco dos meus quase 53 anos de vida, não se assustem...
de maneira resumida...
Eu e meu
companheiro, Itamar (30 anos de vida em comum), somos paulistas,
de Araçatuba. Ele jornalista. Cursei o magistério,
mas minha paixão sempre foi a psicologia. Naquele tempo (parece
jurássico), só havia o curso na Capital, e "moça
direita" não saia das vistas dos pais. Conformei-me
com o magistério mas nunca lecionei.
Viemos
para Cuiabá/Mato Grosso em 1974. Tenho 3 filhos: um homem,
28 anos, e duas mulheres, 24 anos, 21 anos. Mãe coruja (original,
não?). Eles são a razão dos meus dias. Mas,
ninguém resolveu me dar netos, ainda!
Fui apenas
mãe e dona de casa por 14 anos (nunca deixei de ler e me
informar), depois, fui trabalhar por 9 anos na Secretaria de Educação
do Estado. Sempre sonhando com a psicologia, mas já estava
perdendo a esperança.
Aos 45
anos, prestei vestibular junto com minha filha, e fui realizar meu
sonho. Foram 5 anos de dedicação total à psicologia.
Às vezes me beliscava para certificar se não era apenas
sonho.
Há
3 anos eu e uma amiga dividimos o consultório. Ela na clínica
infantil e eu na clínica para adultos.
Meu tempo
é dividido entre meus pacientes, meus estudos, a administração
da casa e nas horas vagas escrevo artigos sobre comportamento.
Na universidade
realizamos uma pesquisa de campo que abrangia todos segmentos sociais,
e uma das perguntas era: "Você sabe o que é psicologia?"
90% não sabia. Aquilo ficou na minha cabeça. O primeiro
artigo que escrevi era sobre a morte, todo cheio de termos científicos.
Olhei aquilo e pensei que ninguém iria entender, além
do mais, ficou muito chato. Penso que a psicologia deve ter uma
linguagem mais palatável para estar mais próxima das
pessoas.
Não
escrevo por dinheiro, não sou rica, mas hoje posso me dar
esse luxo. O meu pagamento é o retorno do que escrevo, quando
recebo e-mails dizendo que o que escrevi serviu para fazê-los
pensar. Meu objetivo é esse, fazer as pessoas pensarem de
uma maneira introspectiva, que se questionem, que se mexam, que
busquem novos rumos. Não é conselho. Conselho eu só
dou um: nunca deixe de buscar um sonho!
Como me
vejo: Mulher, mãe, psicóloga, em permanente transformação,
incluída e não à margem da vida. Sempre pronta
à escuta do outro na sua dor de existir, com o objetivo de
dar um significado, uma direção, uma tomada de consciência
em sua forma de ver, relacionar e estar no mundo.
Abraços
a toda equipe do Domínio Feminino
>Luiza
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Por proteção
à integridade da nossa associada, retiramos alguns dados
desta E-mensagem.
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