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"O maior inimigo da Nação Brasileira
é o Estado Brasileiro"
Ricardo Bergamini - Economista e Professor
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O miserável Não-Oficial
O presidente Lula faz ecoar sua voz
dizendo que vai governar para os pobres. A pirâmide social
do presidente Lula, é composta apenas de vértice
e base. E o recheio, as partes que dão sustentação
ao brinquedo geométrico, que "sustenta" esta
Nação? O presidente sabe da existência dela?
Quem é ela afinal ? Do desespero de quantos Thiagos se
faz um Brasil ?
Quando leio as palavras do Lula dizendo
que vai governar para os pobres tento sinceramente, com o
maior esforço que me permitem esses frágeis e inúteis
tico e teco que a Natureza me deu entender o que ele está
querendo dizer.
A fala do companheiro presidente sempre
está acompanhada de uma criança pobre com os cabelinhos
desgrenhados. Uma mulher desdentada. Um menino com o buchinho cheio
de lombrigas, é doloroso, sim. Contudo, o presidente dá
mostra de que só olha para cima e para baixo. O campo visual
é penosamente limitado.
Outros brasileiros existem em pior
situação de injustiça social, tributária,
fiscal e tudo a que tem direito em termos de ausência de justiça
e exposição de riscos, todos os riscos. O presidente
não aprendeu que é o conjunto de necessitados e não
apenas um fator ou vetor, isolado, que compõe o quadro de
miserabilidade.
Outros tipos de agressões piores:
a falta de saúde dentária, a falta de alimentação
adequada, diabetes emocional provocada pelos estresse doenças
psicossomáticas, doença, doença de todos os
tipos provocadas pela desesperança que atacam os pobres invisíveis
Não-Oficiais, pela podridão dos nossos políticos,
venham eles de que Partido vier, de toda e qualquer ideologia. O
presidente nunca pensou que Justiça é para todos e
não apenas para esta ou aquela classe social, ricos, pobres
ou classes média. Como, então, um Presidente da República
dizer que vai governar para os pobres? Governo, Sr., é forró,
for all, für allen.
A única coisa certa é
que a farinha é do mesmo saco. Com o tempo, o bucho e as
contas bancárias, a mesa banhada em vinhos franceses, charutos
da melhor, provocam cegueira e desmemoriamento, fica tudo como antes.
E todos os brasileiros que acreditaram,
que gastaram seus centavos investindo no seu trabalho, na sua empresa,
gerando empregos diretos ou indiretos, hoje sequer, a maioria quebrada,
pode ter um plano de saúde e acabam na porta do SUS, quando
muito.
Digo quando muito porque um exemplo:
o serviço odontológico de um hospital municipal do
Rio de Janeiro, o único que ainda resiste, é reservado
a pessoas de baixa renda. Empregados que ganham pouco.
A imbelicidade é uma doença
infecto-contagiosa mesmo. O que mais temos no Brasil, é classe
média de pequenos comerciantes e empresários que sequer
podem arcar com consulta ao cardiologista. Sequer podem "arrancar"
um dente pelo alto preço cobrado pelos profissionais e não
disponibilizados pela Saúde Pública.
Os filhos destes empregadores, que
não têm salários, mas pagam salários
para outros não podem procurar o serviço dentário
público porque não ganham salário, nem baixo.
Sequer tem salário.
E vejam, esses pequenos empresários
sustentam a pança da União, a farra do boi, paga a
eletricidade do miseráveis oficiais, pagam pela água,
luz, energia consumida pelas estatais, pelo Palácio do Planalto,
pelo Congresso. Financia o curso dos ministros que vão conhecer
a pobreza. Imaginem, a esquerda precisando saber o que é
pobreza!!!
Pagam até para que seus políticos
não precisem atuar no narcotráfico como afirmou um
deputado.
Esses homens públicos
no pior sentido de bordel , ainda renegam aqueles a quem devem.
Os credores passam a devedores.
Esses devedores que pagam para trabalhar
carregam como mulas, mais de 75% da economia brasileira nas costas,
muitos vivem em desespero absoluto, desespero com risco de vida
mesmo.
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