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A
antiga loja de artigos religiosos, pequeno comércio do Sr.
Tadeu, na Praia de Icaraí.
Sr.
Tadeu `Inauguramos inicialmente
nosso comércio, na forma de um quiosque, em 24 de julho de
95. Em janeiro de 98 mudamos para a loja e fechamos em maio ou junho
de 2000, quando imediatamente, nos primeiro dias de julho, iniciamos
a telemensagem que, ainda que agora bem capenga, sobrevive até aqui.
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Atrevidos
empregadores
Berta Ataíde
Janeiro, 22/2003
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Detalhe da vitrine
da loja
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Exatamente
numa época em que estouram os escândalos mais escabrosos
na área de Fiscalização da Receita nos Estados,
ainda se pensa e se trabalha com a idéia de que as pequenas
empresas são as responsáveis pela pobreza do "miseráveis".
Quando na verdade, esses minúsculos investidores são
submetidos à tortura de ameaças de multas pesadas,
o empresário desesperado, sem saída, por fim capitula
é aceita o achaque.
Estamos
aproveitando esta oportunidade para inserir essas observações
por entender que a ocasião é propícia diante
dos escandalos do Rio de Janeiro, que, até que enfim saíram
do baú.
Enquanto
milhares de tadeus vivem em desespero, assustados com "os
hôme" da fiscalização, como se esses
pequenos negociantes vivessem na ilegalidade. Não confundir
com informalidade.
Que
experimente o leitor, registrar uma empresa, mesmo micro, e viva
o caminho da corrupção e saiba o que é burocracia
que prepara para a corrupção que irá viver
um pouco mais adiante no tempo.
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Detalhe da vitrine
da loja
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Tolos
são os que vivem de Caixa 2, pois estes são os mais
visados. Tolos são os que cedem aos achaques e pagam as propinas.
Ao invés de contabilizar suas dívidas: devo, não
nego. Os impostos não recolhidos desses atrevidos que
pensam que podem ser empregadores, devem ser os responsáveis
pela evasão de divisas do Brasil. Ou será que vai
aparecer alguém para dizer que são os pequenos empresários
que procuram os deputados e os fiscais para organizá-los
em quadrilhas e assim se verem livres do pagamento dos impostos
?
Em
um país como o Brasil, onde os empresários endinheirados
quebram suas empresas fradulentamente mas continuam milionários,
comentar mais qualquer coisa é pura sandice. Enquanto isso
o empresariado pequenos e grandes continuam sem as Reformas Fiscal
e Tributária, Sim, sem as duas.
É urgente, de urgência máxima, que façam
as duas Reformas. Uma só não adianta sem a
outra. As duas se complementam. Sem as reformas, continuaremos vendo
multiplicarem-se as legiões de "quebrados" e legiões
de curruptos. A quem interessa que se mantenham as impossibilidades
e inviabilidades para os grandes e pequenos empresários?
Quem responde a esta pergunta?
Com
certeza, para alguns grupos, este tipo de coisa interessa. O
Rio de Janeiro está mostrando os grupos de interesses.
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