|
Sr. Tadeu, mantém organizados
todos os documentos que comprovam as diligências, cartas postadas
com AR para políticos, inclusive.
Você poderá ler a primeira
carta
enviada à presidência da TELEMAR , sem que a empresa tenha ressarcido
a família do Sr. Tadeu pelos danos que levaram seu filho
Thiago, de 18 anos, a lançar um apelo desesperado na Internet.
Sr.
Tadeu insiste em mostrar todos os documentos a nossa equipe. Desde
os extratos da conta da poupança onde são depositadas
as doações dos internautas, passando por recibos diversos
e notas fiscais de compra e venda dos móveis e utensílios
domésticos.
Documentos
da loja, e venda do terreno que era a esperança do Sr. Tadeu,
para quitar o débito fiscal relativo à empresa já
desativada.
A
venda do terreno que já tinha destino, acabou por diluir-se
e se transformar em remédio e comida quando a TELEMAR desligou
sua linha de telefone já conhecido.
Sr.
Tadeu Eu tinha tudo
planejado. O dinheiro do terreno de Petrópolis que foi vendido
em parcelas, depois de muito esperar, como eu disse, ia ser usado
para quitar meus débitos fiscais e o que nós conseguíssemos
ganhar com os serviços de Telemensagens, íriamos comprando
o que desse, como desse para sobreviver.
Quando
ocorreu o desligamento da nossa linha telefônica de forma
absurdamente indevida, por parte da TELEMAR, aí foi que o
desespero bateu à porta. Gastei o que tinha e o que não
tinha em ligações para todo mundo que eu supunha e
tinha certeza de que poderiam colaborar na condução
do diálogo com a empresa para que ela nos restituisse a linha
telefônica usada para o trabalho das Telemensagens. Este número
já era conhecido dos clientes e portanto, vital para nosso
trabalho. No entanto já sei que eles vão procurar
me desacreditar, dizer que eu estou "criando uma história",
buscando indenização.
Pelo infeliz desrespeito, acabei por
precisar "comer" o dinheiro que iria para a quitação
dos débitos fiscais da minha loja. Aliás eu quero
explicar o motivo das dívidas fiscais e tributárias.
Com o declínio do faturamento
da loja fui ficando impossibilitado de fazer os recolhimentos. Tive
que escolher entre pagar meus credores, fornecedores e funcionária,
aluguel da loja e outras despesas fixas ou quitar os débitos
fiscais e tributários da loja. O dinheiro só permitia
fazer uma coisa, as duas, não estava dando. Todo fornecedor
tem uma família a quem prover, assim como eu tenho a minha.
Tem gente que nos tem enviado mensagem
fazendo tipos de perguntas desconcertantes. Estamos miseráveis
mas não somos desconhecedores das respostas. Quando se está
sem dinheiro, não adianta, para qualquer lado que se corra,
precisa-se dele para qualquer iniciativa. Então, como eu
posso registrar minha pequena empresa de telemensagem que já
não oferece segurança, pois posso ficar sem telefone
de uma hora para outra? Como eu posso dar início a outra
empresa se tenho débitos que não posso quitar ?
Todas as idéias que temos esbarra
no mínimo de capital para realizar ou ficamos dependendo
de alguém conhecido que possa nos ajudar. O dinheiro não
aparece do nada e a ajuda de outrem não se concretiza. Um
beco sem saída, moto-contínuo. Estamos encurralados,
sem luz no final do túnel.
A idéia do meu filho Thiago, inicialmente,
não vi com bons olhos, exatamente porque com a experiência
de vida que tenho, sabia que iríamos todos, sermos vistos
como embusteiros, aproveitadores da boa-fé pública,
trapaceiros, como tem acontecido e mostrei as mensagens para vocês,
até com ameaça de enviar a polícia atrás
de nós. Humilhações que jamais esqueceremos.
Qual pai responsável concordaria
com a iniciativa do filho, tão menino ainda, como aconteceu
com a iniciativa do Thiago se expondo a tanta humilhação,
ameaças e outras coisas terríveis, inconfessáveis
? Só mesmo o desespero.
Por outro lado, dá para ver que
o mundo apodreceu mas ainda existem pessoas obstinadas na crença
de que o ser humano ainda guarda vestígios do tempo em que
havia uma sociedade mais solidária. É nisso que reside
nossa esperança.
Somos católicos, vivemos na fé
e da fé, mas nosso estômago, nossa natureza reclama
por alimento para o corpo que tão mal tratado reclama por
outros cuidados. Não estamos pedindo alimento para nosso
espírito pois nossa fé nos alimenta. O que necessitamos
é nos refazer, ter uma ferramenta de trabalho, pois na minha
idade, 45 anos conseguir emprego difícil. E na minha profissão
é impossível, no estado em que me encontro.
NOTA do Domínio
Feminino: a Sra. Maria José temia pela publicação
do relato do marido com relação à venda do
terreno, pois para ela teme, a Receita Federal iria pensar que eles
tinham o dinheiro mas que não queriam pagar. Eles não
vão acreditar, eles não acreditam, nunca! Ela
repetia nervosamente.
|