Fartura
não pode ser confundida com desperdício. Nem racionalização
com miserabilidade. Não tenha medo de passar " diploma de pobre
". Os ricos existem não apenas porque são bons comerciantes
ou negociadores ou ainda porque nasceram com estrela; mas sim
por que sabem como evitar o desperdício e poupar. Conhece aquele
ditado: de grão em grão a galinha enche o papo? É velho, não
é ?
Mas
vale até hoje. Ninguém soma milhões
sem contar tostões. Ou
"Quem desperdiça
o que tem, a pedir vem ".
As
informações colhidas no dia a dia, as quais me refiro, diz respeito,
uma delas, a uma informação colhida na mídia sobre a qualidade
do lixo brasileiro; lixo colhido não apenas nos grandes centros
urbanos, mas nas pequenas cidades, também, ou, onde exista classe
média. Dentro das nossas casas e lares, o cotidiano é o maior
demonstrativo desse desperdício ao qual o brasileiro ainda não
deu a devida importância. Começando pelas nossas mesas domésticas,
passando por tudo que comemos. A variedade de pratos ou a quantidade
de alimentos produzidos em nossas cozinhas geralmente suplantam
as necessidades de consumo a cada refeição. Durante o preparo
dessas refeições, se você se der ao trabalho, irá observar que
começando pelas verduras, desperdiçamos alimentos. Talos de verduras
que poderiam ser consumidos, geralmente vão parar na lixeirinha
e daí para os vazadouros públicos.
|
Não
se intimide com o rótulo de "
miserável" ou " pão-dura".
|
|
Desperdício
de energia elétrica, água, papéis de toda sorte, desde os guardanapos.
Sacos plásticos de supermercados e padarias que poderiam ser utilizados
no lugar de sacos plásticos especiais para lixeiras de pequeno
porte, é outro exemplo. Inúmeros outros, se escritos aqui, deixaria
muito cansativo. Mas eu não resisto e vou lembrar o sabonete dissolvendo
na água. Até porque você tem idéia de tudo isso. O lado histórico,
pode estar na fartura que os estrangeiros descobridores encontraram
em nossas matas e rios. Parece que a essa coisa do desperdício
é um vício muito antigo, não repensado.
Acontece que os dias de hoje nos
convidam à reflexão.
Os países
industrializados são exatamente aqueles que apresentam o lixo
orgânico mais pobre. O hábito que ora se introduz entre nós, o
de indústrias que racionalizam os alimentos, condicionando-os
em embalagens é longamente praticado na França, para usar um exemplo.
Lá as pessoas compram exatamente a quantidade de alimentos que
vão consumir a cada refeição. Tem lógica. Portal
www dominiofeminino com br .
Como fazer ?
Identificar
os pontos fracos da nossa casa. Que tipo de material ou produto
está sendo consumido em demasia? Qual o motivo? Identificar o
autor ou autores do consumo desenfreado Identificar uma possível
substituição do produto, sem perda de qualidade. Determinar o
tempo de duração do produto. Identificar os tipos de produtos
que, se acabarem antes do tempo podem ficar sem ser reposto. E
deixar que o pessoal reclame. Reeducar os funcionários domésticos
e em nossas pequenas empresas, esses responsáveis pela guarda
e manuseio da despensa e uso dos materiais como instrumento de
trabalho é fundamental para evitar o desperdício; nesse reciclar,
não se esqueça de estender os benefícios,
para os funcionários domésticos, para que eles sintam
que isto também deve acontecer nas casas deles. Inclua-os
na hora de dar sugestões em como aproveitar determinado
material. Nós donas de casa temos imensa competência na área de
gerenciamento e RH; é só usarmos esses instrumentos e nós mesmas
vamos "dando treinamento" que nada mais é do que conscientizar
para agir com responsabilidade; juntamente com eles organizarmos
e distribuirmos a forma de alimentação e uso dos produtos e materiais
de trabalho.
Entre
nós, o ainda existente costume de recebermos convidados inesperados,
principalmente nossos filhos trazendo uma enxurrada de amigos,
assim, de repente, dificulta essa racionalização. O jeito é primeiro
educar os "meninos". Avisar com antecedência, da vinda de convidado.
Não pelo fato de economizar ou racionar, e sim pelo hábito saudável
da organização e educação. Exceção para pessoas muito íntimas
da família. Para evitar desperdício, faça uso da imaginação. Faça
também, contas e você irá ver que o dinheiro que iria para o lixo
pode ir para a poupança. Pode servir para comprar outra coisa
que lhe interesse.
Continua