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Uma
ponte para o passado
Violência
e Insegurança
Berta
Ataide
Suzana Bertioga
17, Janeiro/2005
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Se seu filho ou
algum parente é viciado em drogas, se você ou alguém
da família ou ainda algum amigo já foi seqüestrado,
se já assaltaram sua casa ou você ou seus filhos e marido
já foram assaltados no carro, no ônibus ou na
rua, se seu carro já foi roubado você precisa ler isto
urgentemente que é para entender de uma vez por todas
que, acabar com a violência vai ser tarefa quase impossível,
depois de incrustada no tecido social. Isto sem nenhum
pessimismo, só com nossos pés bem plantados no chão
da História que não tivemos a oportunidade de estudar,
sequer de ouvir por inteiro.
Muito cuidado ao
dar apoio a movimentos contra a violência, pois que
muitos desses movimentos são organizados pelos mesmos
que apóiam aqueles que inventaram a roda da violência
que ecoa até hoje. Se você é do Rio de Janeiro, dobre
os cuidados para não ser usada para interesses políticos.
Por mais verdadeiro que pareça, vá atrás da origem dos
"donos" dos Movimentos.
As possibilidades
de o leitor ainda não ter sido vítima de um furto ou assalto
à mão armada são muito poucas, se habitante de grandes
cidades. Vítimas de seqüestros premeditados e longos ou
relâmpagos serão muitos e muitos.
Situações dramáticas
de familiares envolvidos com drogas, quase impossível
de escapar mesmo que vivências tenham sido passageiras
e resultado unicamente de fortuidade. Lares dilacerados
pelo vício de um ou mais filhos. Pais que, eles próprios,
envolvem seus filhos na rede do narcotráfico.
Amizades que durante
tempos foram sólidas para dissolverem-se na descoberta
de que um dos lados estava no tráfico elegante, disfarçados
em cidadãos bem conceituados no círculo social, no bairro,
na cidade, inclusive com projeção e capa de respeitabilidade.
E você vai descobrir no que se transformaram.
O respeitável vizinho,
um traficante ou um cafetão com fachada de empresário.
Mães de programas, senhoras que passam fins de semana
em NY, por michê. Filhas que durante o dia trabalham
normalmente, cumprindo horário e à noite se viram como
garotas de programa.
O jovem, lindo,
"pegador", faz o maior sucesso com as mulheres que o cercam
dia e noite. Não dão sossego nem no telefone. Um instrumento
para todo esse sucesso pode ser o fato de ele ser um estica.
Estica, pequeno traficante que garante o fornecimento
de drogas para mulheres do seu nível social.
Esse jovem não tem
cara de traficante. Tem cultura, bom ambiente social,
trabalha e estuda, inclusive para manter a fachada perante
sua própria família. Ele está sempre com o dinheirinho
dele garantido, os pais pensam. É pouco, mas dá para ele
viajar, comprar roupas, tudo sem ter que pedir dinheiro
à família. Enfim, um independente.
O amigo do filho
que tanto freqüentava sua casa tinha condições financeiras
favoráveis, boa família e acabou por assaltar sua cobertura
junto com outros comparsas. Filhos que eles próprios combinam
com amigos para assaltar a própria família.
O que deu no filho
daquele casal tão amigo da sua família que se envolveu
com seqüestradores e acabou estampado no jornal? Você
o conhecia desde pequeno, era um menino de "ouro". Que
susto, mas onde estamos?
Assaltos seguidos
de morte, todos os dias a cada minuto em cada sinal, dentro
das casas, no pedalinho do parque, dentro dos ônibus,
igrejas, hospitais, delegacias.
Falta
o quê, para que o povo dê um basta?!
Falta entender como tudo começou
O quê falta ao povo
carioca e fluminense, ao povo brasileiro em qualquer recanto
do País, para frear esse carro em direção ao abismo? Essa
pode ser uma pergunta que realça ignorância histórica.
Falta muito para chegar ao final desta matéria e poder
dizer que se reconhece a triste e irremediável conclusão:
impossível. Enquanto o país não reconhecer
seus líderes e representantes políticos
como homens probos ( honestos ). Primeiro saber como este
estado de violência universalizado ( socializado
) começou e depois fazer e outra pergunta : que
povo será este que vai dar o basta? Quem vai organizar
esse povo? O mesmos que inventaram essa calamidade ? A
raposa para tomar conta do galinheiro ?
Se o que falta saber
é um pouco de conhecimento da História recente, saber
quais eram os motoristas que dirigiam, não um carro, mas
muitos carros nos anos de 1960/70, ou mais um pouquinho.
Antes do início
das ações terroristas praticadas pela Esquerda,
hoje no Poder, segundo confirmação do deputado
federal, Coronel Ubiratan (
* ) SP não se tinha registro
de assalto a bancos ou seqüestros no Brasil. A introdução
dessas modalidades de crimes hediondos se deu através
da prática terrorista após a queda de Jango, quando os
militares assumiram, a pedido do povo brasileiro, a retomada
da ordem social, tal qual acontece nos dias que se passam.
Hoje, agora.
Então, vamos deixar
de hipocrisias, de santismos. Pelo que vemos hoje, os
mesmos que forneceram as bases para que o submundo do
crime se organizasse são os mesmos que apelam pela Paz,
pela Não-Violência pelos Bastas-Já, pelo Desarmamento
do população vítima. Toda espécie
de violência que atualmente sofremos na pele teve a participação
direta dos nossos atuais governantes e a maioria dos políticos
que nos representam, como quase todos os ministros, alguns
juízes, alguns promotores, muitos funcionários públicos
com poder e destaque, muitos deputados estaduais, federais
e vereadores. Isso sem contar os pseudo-esquerdas oportunistas
empresários.
Se todos os que
hoje estão no Poder para decidir sobre os destinos do
Brasil não o tivessem alcançado através das práticas terroristas,
se tivessem usado o mesmo trampolim usando o meio
da representação política para estarem onde estão
hoje, não estaríamos vivendo tanta violência.
(
* ) Deputado Cel.
PM Ubiratan, o mesmo que foi acusado de matar 111 presos
na rebelião do antigo presídio de Carandiru
que tantos dividendo$ rendeu aos apóstolos que
defendem Direitos Humanos só para bandidos. Lembre-se
que a rebelião deve ter ocorrido porque o Estado
cuida muito bem do Sistema Carcerário, porque no
Governo Lula tudo mudou e não temos mais prisioneiros
em cárceres superlotatos, nem rebeliões,
além do que cada estado da Federação
passou a cuidar muito bem da sua Polícia Militar,
com salários excelentes, treinamento irretocável,
benefícios ilimitados e condições
de trabalho para ningém pôr defeito algum.
Se nosso leitor
não concordar é porque é um conspirador,
incapaz de enxergar os esforços que a Esquerda
vem investindo no Poder.