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A vítima ,
Sufiyatu Huseini
e seus algozes
Crédito de imagem na foto
Safiya Hussaini foi senteciada à morte por apedrejamento. No colo a filha Adama.
Crédito de imagem na foto
Juiz Judge Muhammad Bello Sanyinlawal, diz que a gravidez de Sufiya é evidência suficiente que justifica a condenação.
Crédito de imagem na foto
O promotor nigeriano Aliyu Abubakar Sanyinna declara que "a sociedade foi ultrajada" pelo ato de Sufiya Hussaini.
Digam "Não"
Vamos pedir
Clemência
Este deve ser o termo usado para tentar salvar
Safiya Hussaini

 

 

 

Sharia
o absurdo feito Lei

Maria Luiza Curti é psicóloga e webjornalista
Psicóloga clínica – crp. 14/01733-1
LuizaCurti@dominiofeminino.com.br
Colaborou: Ana Beatriz Lombardi Villor
jornalistawebdesignerwebmaster
22, Março/2002

 

Safiya Hussaini ganhou uma sobrevida. Era para ser enterrada na areia, com apenas a cabeça de fora e em seguida apedrejada até à morte em 18/02/02, mas sua execução foi adiada para 25/03/02.

Mas, quem é Safiya? Que crime tão terrível cometeu para ser condenada à morte?

O jornal The New York Times enviou o repórter Richard Dowden para levantar a história de Safiya, para saber a razão de tanto barulho promovido pelos movimentos de Direitos Humanos e dos Direitos da Mulher.

Dowden foi para a Nigéria, onde mora Safiya Hussaini.

A Nigéria é um país africano, de maioria islâmica, que há 40 anos conseguiu sua independência da Grã Bretanha.

Encontrou a condenada no norte daquele país em Tungar Tudu, uma vila a 32 quilômetros de Sokoto. Safiya só fala no idioma "hausa", a língua local. É uma mulher paupérrima, vive com as 3 filhas e com o pai cego, diz ter 35 anos, pele e dentes marrons, quebrados, olhar envelhecido e foi condenada à morte por adultério (crime punido com a morte, segundo a "sharia").

A "sharia" é um conjunto de normas religiosas rígidas que foi adotada há pouco tempo pelo norte da Nigéria.

Safiya Hussaini, analfabeta, contou através de um interprete que se casou e teve 2 filhas; divorciou-se, pois seu marido não conseguia mais sustentá-la. Retornou para a casa do pai com as crianças.

Mais ou menos 1 ano depois, Yakubu Abubakar, um homem de 60 anos, seu vizinho, começou a mostrar interesse por ela. Disse que ele usou "encantos e feitiços" mas ela não cedeu. Um dia, estando em meio a arbustos, ele a violentou. Isso aconteceu 4 vezes. Sufiyatu conta essa história e jura por Deus que foi exatamente assim que tudo aconteceu. De repente viu-se grávida.

Quando a gravidez começou a se revelar a polícia apareceu e a levou para interrogatório. Safiya não acusou Abubakar de violência sexual, pois seu pai conversou com ele e sugeriu que ele cuidasse da criança e casasse com ela. Ele concordou. Nesse meio tempo a "sharia" foi implantada.

Abubakar foi interrogado pela corte no último mês de junho e, com medo das conseqüências, negou ser o pai da criança.

Para a "sharia" o sexo praticado fora do casamento, mesmo entre solteiros, é punido com 100 chibatadas em cada um dos transgressores e em público para dar exemplo.

A implantação da "sharia" trouxe a público diversas punições.

Em julho, um homem em Sokoto teve a mão direita amputada por ter roubado uma cabra. A amputação foi realizada sob anestesia por um cirurgião qualificado. O governo deu ao amputado 50.000 "naira" (moeda local) para começar "vida nova".

No estado de Katsina, um homem que cegou outro num assalto, foi sentenciado a ter seu olho direito removido como punição (olho por olho, dente por dente).

O adultério é punido com a morte e a gravidez de Safiya a prova do adultério. Ela só não foi executada antes porque é necessário esperar o desmame da criança. Como Adama, sua filha, está com 13 meses, foi marcada sua execução.

Há grande expectativa por parte da população que está entusiasmada com a nova lei, pois a polícia, antes da "sharia" era vista como ineficaz e corrupta. A execução de Safiya é a primeira desse tipo.

Os cidadãos da Nigéria do norte, são em sua maioria camponeses analfabetos e tendem a acreditar no que é dito pela elite governante. Safiya e seu pai, por exemplo, concordam que o apedrejamento é a punição correta para o adultério. Ela só se diz injustiçada, pois nunca pensou que haveria tal punição em seu caso. Na sua visão, foi vítima de estupro.

Seus advogados, que estão sendo pagos por Baobab, um grupo de sustentação das mulheres nacionais financiado pelas fundações Ford e MacArthur, começaram a montar uma defesa diferente. Estão reivindicando que Adama não é filha de Abubakar, mas é de fato filha do marido anterior de Safiya.

Quando pediram uma explicação para a mudança em sua história, um dos advogados alegou que a declaração anterior havia sido prestada sob pressão e sem representação legal e que ela não tinha compreendido a natureza das perguntas.

Entre a separação do marido e o nascimento da criança, se passou mais de um ano. Seus advogados estão entrando por uma brecha da lei islâmica que, apesar da impossibilidade biológica, considera possível uma mulher engravidar e a criança nascer até 7 anos depois.

O caso tem suscitado indignação e críticas por parte de organizações de defesa dos direitos humanos locais e internacionais que estão reivindicando o perdão ao presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.

Safiya teve seu apedrejamento adiado do dia 18 para o dia 25 de março.

Ainda há tempo para quem quiser se juntar ao site Domínio Feminino e interceder pela vida de Safiya, passando um fax ou enviando um e-mail para o endereço abaixo:

EMBAIXADA DA NIGÉRIA EM BRASÍLIA – Brasil

Av. das Nações Lote 05 – Brsília DF – Brasil Cep: 70459-900

Fone: (0**61) 2261717/1870/5616 – Fax: (061) 322-1823

E-mails: nigemb@persocom.com.br ou nigéria@persocom.com.br

Agradecimentos: à Ana Beatriz Lombardi Villor, pela colaboração espontânea e solidária.

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