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Dividir
para
Vencer
Berta
Ataíde
e
Ana Louvado
05, Novembro/2006
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As políticas estratégicas
adotadas pela Bolívia, Colômbia, Venezuela,
Cuba e Brasil seguem o traçado com grande competência.
Os grupos da narco-guerrilha como o MST, PCC, movimentos
indígenas a vagabundagem toda contra quem produz
e trabalha. Efeitos e resultados em pinceladas rápidas
demonstram que confundir para dividir são os pilares
da política petista e lulista.
A única e possível demonstração de eficiência
do Governo do PT Lula, sem margem para dúvidas foi a de descortinar
um dos mais perigosos caminhos para o Brasil.
O Brasil de Esquerda que acredita no emprego
estatal, na esmola e no incentivo à preguiça e o Brasil que
acredita na iniciativa privada, que acredita no capital do
trabalho fora dos cabides do Estado, o Brasil que acredita
no direito ao patrimônio. ( ok, grosso
modo está bom. Se fornecer mais dados o leitor médio
não vai suportorar ).
Os 43% do território nacional correspondentes
ao Norte/Nordeste, que convenientemente nunca superou o estigma
do povo desvalido e esquálido. Do povo analfabeto e ignorante.
Do povo que vive às custas do seu maior empregador que é o
Estado, que nunca superou os pífios 8% da arrecadação de impostos
nem ultrapassou seus R$871,0 de contribuição per-capita, contra
R$7.600 das Regiões Sudeste/Sul/Centro Sul, com menor território.
Este é o Brasil que serve seus votos
em cuias aos aproveitadores populistas que se sucedem estrategicamente.
Foi no Brasil peso-morto onde o Lulla dá a impressão
de ter vencido.
Esta parte do Brasil tem sido acusada
de servir as oligarquias, por outro lado, tem demonstrado,
claramente, que pode ser muito bem aproveitada pelos interesses
stalinistas da Esquerda que o PT representa. Dois brasis,
dois discursos. Os dois brasis, um contra o outro: o de cima
estatista e o de baixo, produtor, defendendo a autonomia.
O de cima quer a cuia cheia e o de baixo quer poder construir
sua cuia e quer poder enchê-la com liberdade e autonomia.
As Regiões Norte/Nordeste não podem e
não devem suportar tal estigma. Muito menos ficar no conforto
dos espoliados e/ou dos 'tiradores de vantagem'. Não devem
aceitar a pecha de ser o peso para outras Regiões do Brasil.
Para isso, precisarão de lideranças que os levem ao destino
rico que podem construir sem a necessidade de distribuição
de cuias e se livrarem- do coitadismo apertado entre as pernas
dos mais sabidos. As Regiões Norte/Nordeste precisam urgentemente
refutar os discursos fáceis dos pensantes lulistas. Pernambuco,
precisa trabalhar e retomar sua liderança histórica para resgatar
um mínimo de moral para o Nordeste.
Para dar sustentação aos discurso lulistas
multiplicam-se pensantes, ruminantes menores como Frei Betto,
Emir Sader, Maria Helena Chauí e outros intelectuais de esquerda,
plantonistas que sobrevivem de sua produção a serviço do abastecimento
do celeiro de "idéias" de oportunidade.
O Brasil dividido eleitoralmente não nos
preocupa se não houver nenhuma ligação outra. Contudo, quem
se der ao trabalho de ir até a linha máxima dos desdobramentos
possíveis, temerá pela repartição geo-política, ressuscitando
nossa história separatista tão bem trabalhada para cair no
esquecimento, como se nunca houvesse existido 10 anos de Guerra
Farroupilha {1}.
Logo após o primeiro turno dessas eleições de 2006 muitos
analistas políticos prescrutavam de maneira cuidadosa, tímida
até, os perigos dessa separação que insistem em chamar de
divisão política ( a divisão política já existe quando da
divisão dos territórios dos Estados ) por medo de usar o vocábulo
correto: separatista.
O assunto está perigosamente aí, trazido
pelas práticas políticas do atual governante do Brasil e expostos
nos resultados das eleições onde o Norte/Nordeste se declarou
maciçamente lulista por conta dos favorecimentos em detrimento
dos castigos impostos as outras Regiões do País responsáveis
pela geração de riquezas engessados pelas bárbaras cargas
de impostos e burocracias. Claramente o Brasil foi separado:
um que trabalha apesar do Estado e dos governos e outro que
depende do Estado e dos governos. A política lulista define-se
como Robin Hood.
Do Norte, sobrou o Roraima que tornou-se
zona do agrião ou terra de ninguém resultante de protesto
contra as políticas protecionistas imposta pelo Poder Central
em favor das terras indígenas que correspondem a 46,37% do
território do Estado Território do Estado de Roraima
é de 224.298,98 km² , sem contar com área de preservação
do IBAMA, equivalente a 8,42%. Subtraindo as áreas da União
e do Exército, sobram apenas 22.411,80 km² ou 9,99% de área
livre para a população do Estado. Assaltos as terras produtivas,
eleitoralmente, deixou o Estado isolado do restante da Região
Norte. Roraima é o exemplo do que pretende a Esquerda brasileira
em comum acordo com Fidel, Chávez e Evo Morales. Roraima corre
o risco de dar início ao Brasil indígena.
Resultado da situação em
Roraima deixou esta assinatura eleitoral no 2° Turno,
segundo dados do TSE:
Eleitorado: 233.596
* 13 - LULA VOTAÇÃO: 66.932
VÁLIDOS: 38,51%
Votos válidos : 173.822 ( 97,24% )
Brancos 1.291 ( 0,72% )
Nulos 3.641 ( 2,04% )
Governando para os pobres do Norte/Nordeste
e não para fomentar a prosperidade do povo brasileiro
o Presidente Lula do Brasil se assemelha a um estrangeiro
governando para apenas duas Regiões brasileiras, sem nenhuma
preocupação com as necessidades específicas das outras três
Regiões do país, menos ainda, sem nenhuma preocupação, e talvez
até maldizendo, quem se esforce em não depender de uma Bolsa-Família
ou qualquer outro tipo de doação populista executada com o
dinheiro dos brasileiros que produzem e pagam impostos.
As políticas assistencialistas do Governo
do PT Lula do Brasil decidiu, sozinho, que as populações do
Norte/Nordeste só precisam ter cuia cheia. Razoável entender
semelhante estratégia. Fica mais fácil sendo menos democrático
e decidindo por todos sem sequer se importar em saber se é
isso mesmo que aquelas populações querem.
Pelas políticas praticadas ao longo das
décadas, o Brasil de cima é muito pesado até por força da
gravidade.
No entanto esse separatismo eleitoral
nos remete ao presente acontecimento na Bolívia, onde as Províncias
autônomas que menos dependem - e não desejam - dos 'benefícios'
do Estado ameaçam o Governo do índio Evo Morales de separar-se
da Bolívia pela fissura causada pelo populismo de esquerda
praticada pelo MAS e seu representante maior.
Na presidência de Carlos Mesa, Santa Cruz
de La Sierra, capital econômica da Bolívia, formou um Comitê
onde agrupou 19 organizações entre sindicados, confederações
patronais e camponesas e outros grupos para defenderem maior
autonomia diante das intervenções do Governo Central, declarando-se
uma Região autônoma federalista. Instituiu um Conselho de
Cidadãos eleitos pelo voto, juntamente com o Governador (
chamado de Prefeito ). O Conselho serve para defender os interesses
da população ao orientar as iniciativas do Governador.
A proclamação de autonomia aconteceu diante
de uma Assembléia Popular composta por 200 mil pessoas e deu-se
início ao Governo provisório autônomo. Importante lembrar
que a Bolívia é um dos países mais pobres da América Latina
e que Santa Cruz de La Sierra é a região mais rica daquele
país com solo mais rico de toda América Latina.
Ainda que a iniciativa federalista de
autonomia inspirada no modelo espanhol tivesse como objetivo
evitar qualquer tentação separatista os resultados obtidos
com a autonomia foram objeto de modelo para outras Regiões.
No rastro dos benefícios colhidos por Santa Cruz de la Sierra,
vieram juntar-se ao sistema autonômico as províncias de Tarija,
Beni e Pando, formando o Grupo Media Luna, representando as
regiões que mais contribuem no setor produtivo da Bolívia.
Em tudo as iniciativas de autonomia das 4 Com a simpatia
de Cochabamba Províncias bolivianas contrariam os interesses
do Fórum de São Paulo, em particular contraria os interesses
de Evo Morales, enfraquecendo-o perante Chávez, Fidel, Lula
e corja.
Para o atual governo de Evo Morales as
regiões formadoras do Grupo autônomo da Média Luna se contrastam
com as outras 5 regiões pobres da Bolívia mas não representam
ameaça de separatismo. São essas 5 regiões pobres que sustentam
os projetos do MAS de Evo Morales no mesmo modelo lulista
e de sua esquerda revolucionária. (
Berta, pelo amor de Deus, não caminhe pelo Bolívar.
Esse povo vai fazer o maior mingau rsrss).
Em momentos mais recentes o Grupo Media
Luna se pronunciou com a separação da Bolívia caso Evo Morales
mantenha as políticas de caráter totalitário no mesmo modelo
de Chávez, na Venezuela e Lula no Brasil sob a falsa proposta
de unificação da América Latina projeto para dissimular a
adoção do comunismo e diante do caráter totalitário do governo
Evo Morales e seu partido, o MAS, para justificar o total
desrespeito ao direito privado sobre o patrimônio, iniciando
desapropriação de terras em nome de uma reforma agrária que
ao longo da história boliviana sempre se mostrou bandeira
para governos radicais, como a primeira realizada pela revolução
de 1953, quando tanta violência foi cometida, inclusive enviando
vítimas perseguidas para o Brasil, que aqui se refugiaram.
Evo Morales disfarça o reconhecimento
do peso econômico e político do Grupo Media Luna :
"Não acredito que o país esteja dividido.
Vencemos (para a Constituinte) em Tarija e Santa Cruz e isto
prova que o povo boliviano está unido a este processo de mudança.
"Sinto que o povo pouco a pouco vai se unindo ao processo
de mudança" que promove a reversão dos recursos naturais para
o Estado.
Ao contrário do que afirma Evo Morales,
constantes acusações são dirigidas ao Grupo Media Luna e seu
temor ficou claro quando nas comemorações do último dia 24
de setembro/2006 data do primeiro levantamento pela
independência contra o domínio espanhol quando estiveram
presentes todos os prefeitos ( governadores ) inclusive o
prefeito de Cochabamba e Evo Morales não se fez, sequer, se
representar.
Mais do que tudo, Evo Morales pretende,
burramente, neutralizar o espírito das regiões autônomas de
Santa Cruz de La Sierra, Tarija, Beni e Pando, enquandrando-as
por força de nova Constituição mesmo que se considere o modelo
adotado para estas autonomias um grande perigo, pois, deu-se
sem pertencer a um projeto nacional em direção à verdadeira
autonomia, pois lhe falta a União. São, sim,
Estados confederados: a melhor solução.
Para quem Lula
não governa
2° Turno
Eleitorado - 125.913.479
Votos apurados - 125.912.935
Lula da Silva - 58.295.042 (60,83%)
Geraldo Alckmin - 37.543.178 (39,17%)
Diferença entre eles - 20.751.864
Compareceram - 101.998.221 81,01%)
Abstenção - 23.914.714 (18,99%)
Brancos - 1.351.448 (1,32%)
Nulos - 4.808.553 (4,71%)
Rejeição eleitoral (A + B + N) - 30.074.715
Rejeição total a Lula - 67.617.893 (53,70%)
Votos de Lula - 58.295.586 (46,30%)6
Tal qual Lula e Chávez, Evo Morales não
governa para o povo e sim para aqueles que dependem de uma
cuia de cuité vazia, trabalha para dividir seu país em dois
e concentra seus esforços na Bolívia para os indígenas que
só produzem cocaina, sustentados pelas 4 Regiões que
produzem e geram riqueza que o Estado Boliviano, no mesmo
modelo do brasileiro, não tem competência para atuar distribuindo
riquezas. Lula não governa para os brasileiros que produzem
riquezas e alimentos. Lula não governa para quem trabalha
e sim para quem tem emprego fácil, garantido nos cabides das
estatais e nos cabides construídos bem a propósito de suas
manipulações populistas. Lula não governa para quem estudou
e fez concurso. Para estes últimos, a concorrência dos filiados
do PT.
Lula não governa para o dono de
restaurante que tem que se levantar de madrugada para ir comprar
produtos frescos e consumir o que é produzido pelos vocacionados
para trabalhar a terra. Lula não governa para quem tem que
passar noites insones nos plantões como bombeiros, médicos,
policiais, enfermeiros e tantos outros. Para o governo Lula,
estes, não precisam de governo porque não "passam fome". Lula
não governa para as mães que habitam as grandes metrópolis
e que dormem em filas para conseguir vaga nas escolas para
seus filhos. Lula não governa para os aposentados obrigados
a dizer que ainda vivem para desprazer do Governo. Esses pertencem
à chamada "elite" abominada pela esquerda o que demonstra
que trabalhar, mesmo, não é o forte do povo
de esquerda.
Lula não governa para os
desempregados a quem, também, ele mentiu em 2002 ao gabar-se
prometendo 10 milhões de empregos. Vamos aproveitar e perguntar
por qual motivo nas agências de empregos não constam vagas
para a Petrobrás, BNDES e outras viúvas, já que tantas vagas
foram criadas para abrigar o PT. Se para trabalhar com uma
das Viúvas não precisa mais de concurso que as vagas existentes
lá estejam à disposição de todo e qualquer cidadão brasileiro,
inclusive para os pobres da cuia. Tal como o cocalero Evo
Morales presidente da Bolívia, Lula está libertando o Brasil
de maneira perigosa e, ao contrário do Brasil, o povo boliviano
está organizado e dando respostas ao totalitarismo de Evo
Morales.
Lula não governa para o
povo do Estado de Roraima.
Lula não governa para o
povo brasileiro que trabalha e constrói.
Lula governa para Fidel Castro,
Hugo Chávez, Nestor Kirschner, Evo Morales e terroristas
do Oriente-Médio. Lula governa para os grupos
de minorias raciais, sexuais onde investe maciçamente. Lula
governa para os grupos da narco-guerrilha, Sem-terras
descompromissados com a vocação para o cultivo da terra e
que ao conseguir seu pedaço vendem e voltam para a fila; governa
para os sem-teto a quem ele mentiu desavergonhadamente ao
prometer casas para todos nas últimas eleições escrevi
nas últimas eleições de 2002 , garantindo até projetos
personalizados por arquitetos.
'Lula prometeu dar casa aos brasileiros
de baixa-renda. E não será uma casinha igual às outras da
vizinhança. Será do gosto do cidadão. Vou me lembrar de
cobrar isto, caso ele seja eleito. Dentre tantas outras.
Vou provar por a+b= que sou baixa-renda. Eu mereço.'
O Lema de Lula: Dividir para poder
vencer!
A
Farroupilha, inicialmente, ao contrário do que
pensam muitos não foi um movimento separatista e sim
um movimento que reinvindicava autonomia do Estado, lutando
contra indicação de Governo estranho, vindo de outra parte
do Brasil sem nenhum conhecimento das peculiaridades locais
e, portanto, nenhum respeito ao povo do Estado do Rio Grande
do Sul. Mais tarde, a Guerra ganhou ingredientes Libertários.
Sobe
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