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Realidades 2
Seres
Realidades
Tudo o que abaixo
você vai ler já foi dito num livro de minha autoria, publicado pela
IBRASA, intitulado "O Misticismo à Luz da
Ciência", somente que, antes de realmente iniciar a exposição, alguns
pequenos comentários deverão ser feitos e levados em grande consideração,
pois a grande verdade é que a grande maioria da população acha que
sabe perfeitamente bem o que é a Realidade, mas a grande verdade
mesmo é que nem os maiores expoentes do pensamento humano - Cientistas
e Filósofos de renome internacional, alguns até mesmo ganhadores
de Prêmio Nobel estão cansados de afirmar, em todos os seus
trabalhos, que não têm a mínima idéia do que seja a Realidade Total
e que a Humanidade ainda está muito longe de sequer chegar perto
de aspirar conhecê-la em sua totalidade, talvez estejamos, na atualidade,
começando a conhecer apenas algumas de suas facetas.
Assim sendo, não se assuste com as
diversas subdivisões da Realidade que apresentarei a seguir, pois
elas são o que existe de mais moderno sobre o assunto e os maiores
expoentes do pensamento humano, já acima mencionados, conhecem todas
elas e sabem que, para poderem entender o Universo, de uma maneira
mais ou menos ordenada, são obrigados a subdividir a Realidade.
É claro que essas são algumas das subdivisões que hoje, em 2001,
no início do Século XXI, são de nosso conhecimento, não significando
que sejam as únicas existentes, nem nada impede que, com o correr
dos anos e com o aumento do Conhecimento Humano, mais algumas sejam
acrescentadas à lista que estou oferecendo para você, a partir do
parágrafo abaixo.
Para maior facilidade didática e também
para poder colocar uma certa ordem neste assunto, bem complexo por
sinal, achei melhor começarmos por aquilo que chamamos quotidianamente
de Realidade, e também a respeito daquilo que, no nosso dia-a-dia,
costumamos classificar como os diversos tipos de Seres e de suas
possíveis interações com aquilo que conhecemos como Consciência,
desde que fique bem claro que Consciência é uma coisa e Percepção
é outra coisa, totalmente diferente, para que não haja a mínima
possibilidade de confusão entre os dois termos, o que popularmente
costuma ocorrer com muita freqüência.
Como é comum para mim, e também, como
sempre costumo fazer, antes de iniciar qualquer análise, prefiro
sempre partir para as conceituações, com a única finalidade de,
no final, "falarmos a mesma língua" e não dar margem a diversos
tipos de interpretação.
Vamos iniciar esta exposição analisando
a noção mais imediata que temos de Realidade e, logo de saída, somos
obrigados a correlacionar Realidade com Conhecimento.
1. REALIDADE COGNITIVA (OU CULTURAL)
Como exemplo inicial, vamos verificar que os selvagens - de qualquer
parte ou lugar do mundo - que se comunicam através de gritos, assobios,
sinais especiais, códigos, toques de tambores, ou de algo semelhante,
qualquer que seja o nome, não têm o menor conhecimento da existência
das ondas de rádio ou de TV (ondas hertzianas) e jamais poderão
sequer imaginar a existência de um tipo de comunicações inteiramente
baseado nas ondas hertzianas, no rádio e na TV, por exemplo, que
nada tem a ver com sua metodologia e tecnologia de tambores, etc.
E como desconhecem
por completo a existência das ondas hertzianas, para eles, elas
simplesmente não existem, sendo, portanto, totalmente irreais, e
se alguém insistir no assunto, será considerado como mentiroso ou
mesmo como o mais perfeito exemplo do lunático.
É que, para
eles, totalmente ignorantes no que se refere às ondas hertzianas,
estas não têm como se inserir no seu contexto cultural e, por conseguinte,
naquilo que consideram como Realidade, a Realidade deles, pois a
existência das ondas hertzianas ultrapassa o seu conhecimento e,
portanto, para eles, simplesmente não existe!
Já para nós,
que conhecemos as ondas hertzianas, elas são reais e possuem existência
concreta, fazem parte daquilo que conceituamos como Realidade, mas,
para os selvagens, esse fato real é total e completamente irreal!
Até parece um
absurdo, não é mesmo? Pois esse é o primeiro tipo (ou nível) de
Realidade, ou seja, a Realidade Cognitiva, aquela proveniente de
nossos conhecimentos atuais. Isto em termos coletivos, pois se considerarmos
cada indivíduo de per si e seu nível de conhecimentos, ainda teríamos
uma espécie de subdivisão, ou seja, a Realidade Cognitiva Individual,
cuja dimensão poderia ser determinada pelo grau de ignorância ou
de conhecimentos desse indivíduo: - Quanto maior a ignorância, menor
e menos abrangente será a Realidade para ele.

2. REALIDADE
SENSORIAL (OU PERCEPTIVA)
Por outro lado, quando falamos de Realidade somos também obrigados
a correlacioná-la com a Percepção, ou seja, com o uso dos sentidos,
mais comumente, com o sentido da visão.
Mas nossos sentidos
também são falhos e sujeitos a erros e distorções. Um exemplo muito
simples disso são as famosas Ilusões de Ótica, assunto já tão debatido
e mostrado em qualquer almanaquezinho popular que não iremos perder
tempo mostrando qualquer exemplo delas, pois existem aos milhares
e já são por demais conhecidas.
Certa vez, há
alguns anos atrás, estava num Parque de Diversões e levei meu filho,
na época, com 10 anos de idade para ver a "Mulher Aranha", a "Mulher
Macaco" e outras aberrações criadas pela mais moderna arte da "trucagem",
utilizando luz polarizada e outros artifícios produtores de "efeitos
especiais", criadores dos mais diversos tipos de ilusões sensoriais.
Ao nosso lado,
estava um rapaz novo, bronco, de pouca instrução, falando um português
errado, que me tocou o braço e disse com ar de sincera estupefação,
diante da "Mulher Aranha":
Óia meu sinhô... Se eu num tivesse visto
cum esses óios aqui, num acriditava não! O sinhô num viu que eu
inté cunversei cum ela e que ela fala?
Sinceramente,
deu-me uma enorme vontade de cair numa estrepitosa gargalhada, mas
a muito custo consegui conter-me e expliquei-lhe:
Meu amigo...
Isso é um truque, ainda não percebeu? Embaixo dessa armação, uma
moça está sentada e apenas a cabeça dela está aparecendo, encaixada
num artefato parecido com uma enorme aranha, não é mesmo moça?
E a moça fantasiada
de aranha não se conteve mais e caiu numa gostosa gargalhada.
Num sei não, meu sinhô... Acho que o sinhô está querendo é me
confundí... Num sei não... Meus óios num mente... Tô vendo a "Muié
Aranha"... Num vê que ela está inté rindo do tamanho da bestêra
que o sinhô tá dizendo?
Bem, com esse
exemplo - que efetivamente ocorreu - estou apenas querendo mostrar
que a falta de conhecimentos leva-nos a fazer julgamentos distorcidos
e errôneos dos fatos, muito embora nossos sentidos estejam captando
algo proveniente do mundo exterior a nós.
Esse tipo de
realidade, a mais comum de todas, aquela que nós usamos no dia-a-dia
e em nossa conversação normal, a "Realidade de São Tomé", sem nos
determos para realizar uma análise mais profunda dos fatos, será
por mim classificada como Realidade Sensorial.
Tudo nos leva
a crer ser essa a realidade em que vivem mergulhados e dela não
saem, de jeito nenhum, os cépticos, os fanáticos e os desinformados
que, em última análise, comportam-se exatamente como o rapaz do
exemplo acima e não conseguem aperceber-se disso.
3. REALIDADE
ABSTRATA
Vamos, agora, verificar a existência de um fato intrigante, que
muita gente até desconhece, por não o haver ainda utilizado, pois
ainda não realizou nenhuma viagem para o Exterior, ainda mesmo que
seja para fazer turismo.
Para você viajar
para o Exterior, necessita de um documento chamado Passaporte. Sem
ele, você não entrará legalmente em nenhum país estrangeiro. O passaporte
é o documento que comprova a sua nacionalidade. Mas, o que é mesmo
nacionalidade? A nacionalidade é a sua qualidade de cidadão de um
país qualquer. Por exemplo, se você é cidadão brasileiro, sua nacionalidade
é a nacionalidade brasileira. Qual o comprimento, qual a cor, qual
o peso da nacionalidade? Teria ela existência real? Isso eu garanto
que sim, pois se você fizer uma viagem ao Exterior, logo, logo,
vai constatar a existência real de sua nacionalidade.
Gramaticalmente,
a nacionalidade é conhecida como um substantivo abstrato, algo que
não tem existência física ou material, mas que existe.
Igualmente,
o amor, o ódio, a saudade, o desespero, o medo e muitas outras coisas
mais existem, mas são totalmente abstratas (ou não?), conforme você
vier a tomar contato com elas.
A partir da
constatação da existência de todos esses eventos e fatos abstratos,
podemos, então, afirmar existir mais um tipo de Realidade, ou seja,
a Realidade Abstrata.
4. REALIDADE
PSICOLÓGICA (OU PSÍQUICA)
Relatou-me, certa vez, um amigo meu, um Psicólogo Clínico, que tratou
de um certo menino e que este menino tinha uma reação de medo e
de desespero toda vez que lhe colocavam nas proximidades um ursinho
(ou qualquer outro bonequinho) de pelúcia e até mesmo tecidos felpudos,
ou roupas de lã peluda. Explicou-me o amigo Psicólogo que essa reação
ocorria devido ao fato de que, no passado, esse mesmo menino havia
sido atacado e mordido por um cão peludo e esse fato causou-lhe
um enorme trauma psicológico. Toda vez que colocavam em sua proximidade
algum objeto peludo ou felpudo, o trauma psicológico vinha à tona
e desencadeava toda aquela reação de medo e de desespero.
Igualmente,
uma música, um aroma, enfim, qualquer coisa, é capaz de desencadear
em qualquer um de nós reações psicológicas diversas, de prazer,
de dor, de tristeza, etc, tudo devido ao nosso psiquismo e a algum
tipo de trauma psicológico - no bom e/ou no mau sentido - que tivermos
tido no passado. Este tipo de coisa acontece e tem existência real,
mas, igualmente, não pode ser medido, pesado, ou fisicamente classificado,
pois só existe no nosso psiquismo.
A partir da
constatação da existência de mais esse tipo de eventos e fatos puramente
psicológicos, podemos, então, afirmar existir outro tipo de realidade,
ou seja, a Realidade Psicológica, ou, se preferir, Realidade Psíquica.
5. REALIDADE
CIENTÍFICA
Já as ondas de rádio, os micróbios, a radiatividade, a radiação
ultravioleta e a radiação infravermelha, são totalmente imperceptíveis
para nossos sentidos. Igualmente, os átomos, os elétrons, enfim,
todas as partículas atômicas, a gravitação, todas as nossas células
e todos os seus diversos componentes são-nos totalmente imperceptíveis
pelos nossos sentidos comuns.
No entanto existem,
estão aí mesmo, funcionando, trazendo-nos benefícios ou malefícios,
segundo suas próprias naturezas intrínsecas.
Sabe-se da existência
desses fatos, eventos e objetos apenas através de aparelhagem especial,
utilizada pelos pesquisadores científicos, nos diversos laboratórios
científicos, espalhados por todo o Planeta Terra. Mas que são reais,
disso ninguém duvida.
A partir desse
tipo de constatação, podemos, então, deduzir que esses eventos e
objetos pertencem àquilo que chamarei de Realidade Científica.
6. REALIDADE
TRANSCENDENTE
Por todo o Planeta Terra, em todas as épocas e civilizações, são
relatados como existentes, certos fatos transcendentes ao nosso
cotidiano, tais como intuições, transmissões telepáticas, movimentação
de objetos pela simples atuação da mente, aparições de seres estranhos
(humanos mortos - os fantasmas - ou de outro tipo, tais como anjos,
devas, exús, orixás, elementais, etc), estados especiais de percepção
e de experiências com outros tipos de mundos ou de lugares considerados
como transcendentes.
Por pura questão
de preconceito, as pessoas diretamente ligadas ao dia-a-dia com
a Realidade Científica costumam negar esses fatos peremptoriamente
sem se deter para verificar se sequer ocorrem, negando tudo à priori,
até mesmo, com certo fanatismo. Como o "povão", as pessoas comuns,
de maneira geral, está avalizando incondicionalmente o pensamento
científico, igualmente começa a agir da mesma maneira, sem pensar
muito sobre o assunto e também nega sistematicamente a existência
desses fatos.
Se você conseguir
manter sua imparcialidade ao analisar esses fatos e eventos, certamente
concordará comigo em classificar tudo isso naquilo que passarei
a chamar de Realidade Transcendente, ainda mesmo que coloque algumas
restrições a esses fatos.
Poderíamos continuar
tecendo mais e mais comentários acerca do assunto Realidade, mas
penso que, para a finalidade objetiva e central deste trabalho,
essas classificações acima já são mais do que suficientes para serem
levadas em consideração, tendo em vista os diversos assuntos que
serão abordados no decorrer deste artigo .
UM
ALERTA
Quando alguém pergunta, por exemplo, se alguma coisa existe ou se
é possível, normalmente respondemos, de imediato, de acordo com
o tipo de realidade com a qual estamos mais acostumados a lidar,
no nosso dia-a-dia, e esquecemos - ou, até mesmo, nem sequer temos
conhecimento - de que existem outros tipos de realidade tão válidos
quanto aquele que utilizamos no nosso dia-a-dia, geralmente, no
nosso mais imediato campo de atividades.
Sei que vai
parecer muito estranho para uma grande maioria de pessoas "engolir"
isso que acima afirmei, mas é um fato e não temos como fugir dele.
Quer ver um exemplo? Para a grande maioria das pessoas, só pode
existir a Matemática de base decimal, ou seja, aquela que usamos
no nosso dia-a-dia quotidiano, mas os computadores utilizam a Matemática
binária e os relógios utilizam a Matemática duodecimal. A partir
desse raciocínio, se eu afirmar para você que 9 + 5 = 2, a maioria
da população, imediatamente, vai gritar: - Está errado!
Se as pessoas
se basearem na Matemática decimal, estarão falando a mais cristalina
das verdades e eu mesmo concordo inteiramente com isso. Mas se eu
estiver falando em termos da Matemática do relógio, aí, então, é
só olhar para o mostrador do relógio e verificar que estou afirmando
a mais cristalina das verdades, pois, no relógio, tudo começa no
1 e termina no 12. De acordo?
Então, 9 + 5
= 2 , ou seja, vamos decompor tudo de acordo com o mostrador do
relógio e, de saída, verificamos que 5 = 3 + 2. Então, 9 + 3 = 12
e 12 + 2 = 2 horas, não é mesmo?
Assim sendo,
toda vez que você ouvir ou ler - enfim, tomar conhecimento de -
uma afirmação qualquer, é necessário tomar muito cuidado para não
sair afirmando logo a primeira resposta que lhe vier à cabeça, pois
existem vários tipos de Realidade e você precisa analisar bastante
o que o seu interlocutor estiver afirmando, para não parecer um
fanático e também para que você não se atenha nunca a uma única
espécie de Realidade ou, se preferir, a um único tipo de Modelo
ou de Paradigma, pois isso será um comportamento tendencioso e fanático.
Talvez você
ainda não - ou nunca - travou conhecimento com os meandros do Conhecimento
Filosófico ou, simplesmente, a Filosofia e, por esse motivo, ainda
não se tenha detido para raciocinar na existência de vários tipos
de Realidade, pois é uma tendência inata que todos nós temos para
a pura e simples generalização e, por esse motivo, já estamos viciados
em utilizar apenas um Modelo de Realidade - ou um único Paradigma
- para analisar os fatos da vida.
Sei muito bem
que, ao ler a relação de seres que abaixo irei enumerar, bem poucas
pessoas não irão estranhar o que vou dizer sobre eles, nem como
os estarei conceituando. Lembre-se sempre de que não estamos lidando
apenas com um único tipo de Realidade e sim com todos os tipos de
Realidade que acima enumerei e que todos eles são tão válidos quanto
qualquer outro, inclusive aquele que você costuma empregar no seu
dia-a-dia.
Vamos, então,
agir com parcimônia.
Sobe
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Seres
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Para melhor compreensão
e apreensão do conteúdo deste artigo, sugerimos a
leitura do artigo NOÇÕES BÁSICAS DE ENERGIA E DE FÍSICA MODERNA,
A NÍVEL POPULAR - http://www.kirlian.com.br/info_por_0078_2d.asp
O Professor de Física, Dr. Newton Milhomes é atual
Vice-Presidente da IUMAB e seu Representante Plenipotenciário para
o Brasil e América Latina.
Sobre Bioeletrografia
:
Hoje em dia, a Bioeletrografia (novo nome da Kirliangrafia) já
é considerada como um FATO CIENTÍFICO pela Academia de Ciências
da Rússia e vários outros organismos internacionais, inclusive a
UNESCO/ONU e já é até recomendada como instrumento auxiliar para
a Pratica Médica pelo Ministério da Saúde da Rússia. Para conhecer
mais sobre o assunto visite o site acima.
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