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O porquê de mais
um
Partido Político
Luiz
Fernando Saffraider (
* )
26, Maio/2004
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Estamos
próximos de mais uma eleição municipal e invariavelmente
os novos representantes do povo, frente ao legislativo e
o executivo municipal, serão escolhidos mais em função do
prestígio, carisma, e outros atributos pessoais do que propriamente
das idéias e programas de seus respectivos partidos. Um
partido político deve surgir como causa e ao mesmo tempo
conseqüência da democracia, onde o apoio popular é fundamental
para a conquista, através das eleições, dos cargos eletivos,
e esse apoio somente será conquistado se as propostas do
partido efetivamente representarem os anseios populares.
Lamentavelmente os partidos políticos
no Brasil, salvo raras exceções, se resumem apenas à sua respectiva
sigla, muitas vezes de aluguel, sem qualquer convicção filosófica
ou propostas efetivas para a concretização de mudanças que
representem desenvolvimento e progresso para o país e por
conseqüência, para o povo. Daí porque os eleitores votam considerando
o candidato em si e não o partido ao qual é filiado, aliás,
é comprovado que a grande maioria nem sabe a qual partido
seu candidato pertence.
Sem olvidar a flagrante e evidente realidade
de que os políticos trocam de partido como trocam de roupa,
numa clara evidência que nenhuma convicção partidária possuem,
mas sim apenas a participação na corrida incessante em busca
do Poder.
O Partido Federalista, fundado em 07 de
setembro de 1998, que teve seus atos constitutivos publicados
no Diário Oficial da União de 16.04.99, e que atualmente está
em fase de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral-TSE,
representa um rompimento com essa torpe e obscura sistemática
de se fazer política no país, e, por isso se constitui no
único partido brasileiro que defende efetivas idéias de mudanças,
a tanto reclamadas e que têm sido adiadas por interesses diversos.
A principal bandeira do partido é a Autonomia
dos Estados: O Brasil é um país continental, onde cada região
possui seus costumes, história e cultura e governá-lo de forma
centralizada (leia-se Brasília) é pouco inteligente senão
extremamente dispendioso, pois grande parte dos tributos e
contribuições que os Estados arrecadam são "queimados" em
barganhas e corrupções, retornando muito menos do que se arrecadou,
em forma de obras e assistência social.
A apregoada autonomia dos estados deverá
ser quase que total, ficando estes responsáveis por suas leis,
sua administração, gestão de seus tributos e independência
na elaboração seus próprios projetos de desenvolvimento, sem
qualquer interferência ou dependência do Governo Federal,
que existirá somente para atribuições nacionais, tais que
emissão de Moeda, Forças Armadas, Corte Constitucional e Relações
Internacionais, eliminando-se Ministérios, Autarquias, enfim,
uma grande economia para a nação!
Este é o modelo que foi adotado por países
que hoje alinham-se no primeiro mundo, como os Estados Unidos,
Suíça, Áustria, Alemanha, Inglaterra, Austrália, dentre outros.
Também faz parte do programa a implantação
do voto livre e facultativo; redução dos Tributos; fim da
imunidade parlamentar, eleição de juizes e delegados, dentre
outras.
O Partido Federalista, por determinação
estatutária, não poderá se coligar com outro partido, em primeiro
turno, pois sua filosofia é de que não há possibilidade de
se negociar princípios, já que acima de tudo o PF existe por
uma questão de princípios e idéias defendidas por seus membros.
Seus filiados estarão submetidos à fidelidade partidária e
os diretórios terão eleição anual, sendo que cada filiado
terá direito a um voto, independentemente de ocupar algum
cargo político ou dentro do diretório.
Enfim, o Partido Federalista se apresenta
como uma concreta e efetiva opção de mudança para o Brasil
e dentro em breve constituir-se-á numa onda popular jamais
vista, muito maior que as "Diretas Já".
Sobe
Luiz
Fernando Saffraider
Advogado - Contabilista
Presidente do Diretório do Partido Federalista em Ponta Grossa-PR.
Sobe
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