.
..                    
.                                                               
    
                          

 

Artigos Temáticos

 

    Principal de Artigos temáticos

 

Domínio Feminino

 

 

    Artigos
    Seguros
    Oportunidades
    Controle de Qualidade
    Pequenos empresários
    Serviços
    Mediação de Conflitos
    Mercosul
    Finanças&Investimentos
    Idéias
    Opinião
    Internacional

 

Seguros
    Enio Vieira
Fotográfos
    Jean-Marc
    Vantoen Pereira Jr.
Dentista
    Dr. Paulo Alberto Cardoso
Mercosul
    Marketeck/SA
Internacional
    International Food
    & Beverage Consulting
Serviços
    Pessoais

 

 

 

 

             

      Fetichismo

      Dr. Ney dos Santos

      Em 27, Junho/2001

 

      Pode-se demonstrar experimentalmente que pessoas diferentes variam na facilidade com que são condicionadas. Pessoas extrovertidas tem dificuldade em formar reflexos condicionados, os introvertidos precisam de menos tempo e menor número de aplicações do estímulo para que se estabeleça uma resposta condicionada. Os fetichistas e outros com desvios sexuais, tendem a ser pessoas introvertidas, com uma fantasia muito rica, mas que geralmente estão mal ajustadas aos seus semelhantes e ao mundo exterior. Provavelmente a tendência para ser facilmente condicionado é importante no desvio, e esse pode ser o "fator psíquico de origem desconhecida", mencionado por Freud em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, onde ele acha necessário presumir "que essas impressões iniciais da vida sexual são caracterizadas por um aumento da persistência e suscetibilidade à fixação, em pessoas que mais tarde se tornarão neuróticas ou pervertidas" ( clique para ver conceito de perversão ). Freud em um de seus artigos sobre" fetichismo" (1927), diz que essa perversão decorre da negação da castração, o que leva o sujeito a substituir o pênis por algum fetiche, como sapato,por exemplo, para manter a ilusão de um "faz- de - conta que não me sinto castrado".

        Nas pessoas chamadas normais as peças de vestuário ou partes do corpo que, para um desviado sexualmente, podem tornar-se fetiches, servem para atrair a atenção e despertar o interesse — um interesse que, especialmente quando recíproco, logo passa a incluir toda à pessoa com uma ênfase particular nos órgãos genitais. Essa extensão é bloqueada no fetichista, seu interesse para no fetiche e concentra-se nele, atribuindo-lhe um significado que pertence à pessoa como um todo ou aos órgãos genitais num homem mais normal. Em vez de espalhar-se, o interesse erótico permanece obsessivamente fixado naquele aspecto da pessoa que atrai o indivíduo.

       Geralmente a origem do fetiche encontram-se nos primeiros anos da infância; os autores pré-freudianos contribuíram muito para esse estudo ao conceberem o fetiche como uma espécie de reflexo condicionado. Assim, se acidentalmente uma criança foi excitada pela sensação do vestido de sêda da sua mãe, pela visão das roupas interiores da irmã, ou pelo tato ou cheiro do protetor de borracha debaixo de seu bercinho, suponha-se que ela permaneceria sensível a esses objetos particulares e exigiria sua presença como um elemento indispensável da excitação erótica.

       O fetichista, como todos os desviados sexuais, tem sentimentos de culpa e de incapacidade sexual. Isso tende a torná-lo excessivamente ansioso em qualquer situação sexual e, por conseguinte, consciente ou inconscientemente, ele teme a impotência.( Não discutimos que, em certo nível, esse medo da impotência seja devido ao medo da castração.) Por isso cria uma situação em que esta certo de ser potente, e não há nada mais certo do que uma coisa que ele sabe tê-lo excitado no passado. O fetiche, que se estabeleceu com um estímulo sexual durante a infância, não é abandonado em troca da pessoa total, como acontece com indivíduos normais, porque o fetichista necessita dele como algo em que se possa basear para conseguir a ereção. Ele não pode estar necessariamente seguro é, em certo sentido, uma figura amedrontadora e, portanto, tão inibidora da ereção quanto estimuladora de desejo. (Traços deste medo explicam o fenômeno comum da impotência quando um homem tenta pela primeira vez uma relação sexual com nova parceira). Dessa maneira o fetiche atua como tranqüilizante — uma defesa contra o medo, um dispositivo mágico que garante a potência.

       Muitos fetiches, por vezes, tem um significado sadomasoquista. A história da moda feminina está cheia de truques que não só acentuam características sexuais da mulher, como também limitam os movimentos até o ponto do desconforto, se não da verdadeira dor. O sapato de salto alto, provavelmente o mais comum dos fetiches, é um exemplo. Pouco prático, desconfortável, bastante constrangedor, ele encurta o passo, torna impossível andar em longas distâncias e requer freqüentes consertos. No entanto, os saltos altos são uma arma tão poderosa dentre os artifícios femininos para atrair os homens, que a estrutura dos aeroplanos e o assoalho dos grandes edifícios tiveram que ser modificados para que elas pudessem continuar a usá-los sem sofrer muitos danos. Muitas modas femininas são aparentemente destinadas a dar às mulheres aparência de maior fragilidade e desamparo do que elas realmente tem; isso agrada aos homens porque os coloca numa posição superior, na qual podem ser protetores, dominadores e fisicamente mais ativos. Conforme indicamos anteriormente, o desejo sádico de ter um objeto masoquista de estar à mercê de um amante dominador pode ser encontrado em qualquer mulher.

      Segundo a classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10 (OMS) , Classifica o fetichismo como dependência de alguns objetos inanimados como instímulo para excitação e satisfação sexual, mas na diretriz de diagnóstico, o fetichismo deve ser em caso em que o fetiche é a fonte mais importante de estimulação sexual ou é essencial para a resposta sexual satisfatória.

       Fantasias fetichistas são comuns, mas não chegam a ser um transtorno a não ser que levem a rituais que sejam tão compulsórios ou inaceitáveis a ponto de interferir com relação sexual e causar angústia no indivíduo, Todavia, é importante frisar que os fetichista são pessoas que não causam mal a ninguém. Como todo homem guarda em si mesma formas embrionárias de fetichismo, espera-se que a maior compreensão possa ser fonte condescendência para esse desvio sexual tão comum.

       Normalmente o fetichismo é limitado quase exclusivamente a homens.

 

Conceito de perversão

       O conceito de perversão etimologicamente, a palavra resulta de per + vertere ( ou seja, pôr às avessas, desviar ) designando o ato de o sujeito perturbar a ordem ou o estado natural das coisas. Logo, de acordo com esse significado, o conceito de perversão foi estendido,por alguns autores, dentro e fora da psicanálise, para uma abrangência que inclui outros devios que não unicamente os sexuais, como seriam os casos de perversões morais ( ex. os proxenetas ), as sociais ( ex. psicopatia ), as perversões alimentares ( anorexia, bulimia ) as institucionais ( desvio da finalidade para a qual a instituição foi criada), as do setting psicanalítico, etc.

       No entanto, em sentido mais estrito, a maioria dos autores, mesmo na atualidade, matém fidelidade a Freud e defende a posição de que, em psicanálise, o termo perversão deve designar unicamente os desvios ou aberrações das pulsões sexuais, mesmo reconhecendo a existência de outros impulsos, como os ligados à pulsão de morte, tão exaltada pela escola kleiniana.

       Outro ponto que deve ser bem enfatizado é o que se refere à necessidade de estabelecer uma distinção entre perversão e perversidade. A esse respeito, Laplanche e Pontalis ( 1967 ) assinalam que existe uma ambigüidade no adjetivo perverso, que corresponde àqueles dois substantivos. No entanto, enquanto "perversão " alude a uma estrutura que se organiza como defesa contra angústias, perversidade refere-se a um caráter de crueldade e malignidade. Assim, o perverso ( no sentido de perversão ) não busca primariamente a sensualidade; antes, essa comporta-se como uma triunfante válvula de escape maníaca contra as ansiedades paranóides, especialmente as depressivas.

Volta ao início do texto

Volta à página anterior

Fontes bibliográficas : Freud. Sigmund — Psicopatologia da vida cotidiana

Storr, Anthony — Desvios sexuais.

Zimerman, David — Vocabulário Comtemparâneo de Psicanálise

World Health Org. Geneva — CID -10

DF
Interativas

Amizade

ClubeDF

CtrlQualidade

Participe
Expatriates

Onça

Amor

Seguros

Socorro

Trabalho&

Negócios

Serviços

Separação

Moda

ElesPorEles

Viagem

Cultura

NetColun@

NetHumor

Brechando

Entrevistas

Mulher

JovensElas

Noivas/Noivos

Perfumes

Lar&Casa

Lojas

Saudável

Internacional

Lazer

Lojas

Temáticos

Editorial
Opinião
Editora
DF

[ Domínio Feminino © 1998-2004. Todos os direitos reservados. ] Brasil - Brazil We speak brazilian Portuguese