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O artigo de Rodrigo Almeida é notável e apropriadíssimo aos dias que vivemos. O jornalista vai fundo na razão fundamental de nossos atrasos e crises, sempre sistêmicas e, provavelmente, vindas de nossa origem colonial e imperial: a centralização máxima dos poderes num Governo Geral. O fantasma reinol de Tomé de Sousa nos persegue. Acampou em Salvador, aboletou-se no Rio e agora ainda resiste em Brasília, "numa conjugação esquizofrênica de recursos e atribuições", conforme fulmina a síntese de Rodrigo Almeida. Por outro lado, as vozes citadas de Aécio Neves, Delfim Netto ou de alguns pouco acadêmicos, nada tem a ver com o Federalismo, no sentido de seu funcionamento pleno, cujas amplas liberdades autonômicas somente seriam viáveis com severas responsabilidades de gestão e mediante máxima participação das populações governadas. Certamente, o problema fiscal pesa além da conta nas decisões dos governadores, mas ele seria apenas um efeito do centralismo e de seus defeitos políticos. A causas, por incrível que pareça, nunca fazem parte das lamúrias daqueles que vivem à custa do Tesouro. Jorge Geisel é advogado |
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