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Como
a expressão “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) aparece
na mídia sem nenhuma ressalva, o leitor entende que se trata
realmente de um grupo de mulheres católicas. A impressão é
reforçada pelo fato de que elas ocupam um conjunto de salas
do prédio da Ordem Carmelita de São Paulo, ao lado da CNBB,
sob o olhar complacente de monges, padres e bispos. Mas elas
não são católicas de maneira alguma: se entraram na Igreja,
foi com o propósito consciente e deliberado de parasitá-la,
parodiá-la e destruí-la. A CDD é o braço nacional de uma ONG
mundial, a Catholics for a Free Choice, CFFC. Frances Kissling,
líder da CFFC desde 1980, não poderia ter sido mais clara
quanto ao objetivo da organização:
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A ex-freira,
Frances Kissling líder da CFFC
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“Passei
a vida procurando um governo que eu pudesse derrubar... até
que descobri a Igreja Católica.”
O
Conselho Nacional dos Bispos dos EUA também foi muito claro:
“A CFFC não merece reconhecimento nem apoio como organização
católica.”
Não
pensem que o Conselho disse isso por estar repleto de direitistas
e reacionários. A CFFC se gabava de ter “estreitos vínculos”
com os bispos esquerdistas de Chiapas, México. Mas eles mesmos,
em pastoral de julho de 1991, declararam: “Se essas mulheres
apóiam o aborto legalizado, temos de afirmar com máxima clareza
que isso anula sua pretensão de ser católicas. Elas se excomungaram
a si próprias, colocaram-se fora da Igreja.”
O
primeiro escritório da CFFC foi na Planned Parenthood Foundation,
dona da maior cadeia de clínicas de aborto nos EUA, e uma
de suas principais financiadoras foi a Sunnen Foundation,
que lutava para que o Estado, arrogando-se a autoridade dos
antigos imperadores romanos em matéria religiosa, forçasse
a Igreja Católica, por lei, a mudar sua doutrina quanto ao
aborto. A Sunnen foi também patrocinadora do famoso processo
“Roe versus Wade”, apresentado como um caso de estupro, que
em 1973 resultou na legalização do aborto nos EUA. Passadas
três décadas, a suposta vítima pediu pessoalmente a revisão
do processo, confessando que não sofrera estupro nenhum mas
fora subornada pelos líderes abortistas para declarar isso
no tribunal. O caso agora está de volta na Suprema Corte.
Toda a história do abortismo é uma história de fraudes.
A
atividade da CFFC segue meticulosamente a regra de Antonio
Gramsci: não combater a Igreja, mas apossar-se de suas estruturas,
esvaziá-las de seu conteúdo espiritual e utilizá-las como
instrumento para transmitir a mensagem anticristã.
Mas
o mal que essa organização faz à Igreja, infiltrando-se nela
para corroê-la desde dentro, não se esgota em puro maquiavelismo
político. Quando digo que o catolicismo da CFFC é uma paródia
intencional, não estou usando de uma figura de linguagem,
mas descrevendo um fato: o primeiro ato público da organização,
tão logo inaugurada em 1970, foi sagrar sua fundadora, Patricia
F. McQuillan, como “Papisa Joana I”, numa cerimônia realizada
nas escadarias da catedral de São Patrício em Nova York. Como
se isso não bastasse, a revista do movimento, “Conscience”,
está repleta de declarações de satanismo explícito, como por
exemplo versos ao “doce nome de Lúcifer, lírico, santo”, ou
esta ode ao ídolo bíblico Baal: “Do solo onde semeou o trigo
novo, Baal levanta-se. Num grito de exaltação, rejubilamo-nos:
o Senhor ergueu-se, está sentado novamente no trono. Ele reina.
Aleluia!”
Em
contraste com a ternura kitsch desses louvores ao Príncipe
das Trevas, Kissling e outras líderes da CFFC já se referiram
ao Papa João Paulo II como “raivoso”, “insensível”, “perigoso”,
“fanático”, “hipócrita”, “mentiroso”, “pernicioso”, “cruel”,
“mesquinho” e “obsessivo”, entre outras dezenas de adjetivos.
Incorrerei em crime de injúria se usar um desses adjetivos,
um só, para qualificar a autoridade religiosa que acolhe paternalmente
devotas satanistas e se acumplicia com seus feitos anticristãos?
Pois bem, o leitor que escolha. João Paulo II nunca mereceu
nenhum deles. Mas o clérigo que estende sua proteção mesmo
indireta e sutil sobre o satanismo para que seja oferecido
aos fiéis como catolicismo merece pelo menos alguns.
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