Em um artigo, o diretor de teatro
Gerald Thomas mencionou que nas noites de sábado, em
Nova York, 18 pessoas morrem, por hora, em conseqüência
de overdose de OxyContin. Fiquei intrigada e assustada com os
números e passei a procurar noticias sobre essa droga
que até então desconhecia.
Mas, até onde vai nosso
interesse pelo comportamento da sociedade norte americana?
A União Européia
pós-99 se transformou no maior mercado de drogas do mundo,
segundo o relatório do Observatório Geopolítico
das Drogas (OGD), portanto, com um consumo superior ao "mercado
americano". A sociedade brasileira adota grande parte dos
hábitos, costumes, modas e modismos engendrados pelo
Tio Sam e os jovens são os primeiros a encamparem novos
comportamentos.
As novas drogas tornam-se mais
convidativas, principalmente, pelo seu apelo sedutor de potência
sexual, sensação de energia, poder, euforia. Os
efeitos são mais rápidos e o tempo de duração
do "barato" muito mais longo, assim como suas festas
haves.
A ONU registrou no seu Relatório
Mundial sobre Drogas que, entre 1985 e 1999 o consumo de cocaína
nos EUA diminuiu cerca de 70%.
Esse
refluir do consumo das "velhas" drogas, seria um sinal
de que o tempo e dinheiro investidos em campanhas de combate
às drogas e de conscientização da população
estariam dando resultado? Infelizmente, ainda que os programas
e serviços começaram a apresentar resultados no
tocante às "velhas" drogas, parece que as "novas"
estão abalando a sociedade.
Houve um reflorescer, com extremo
vigor, de drogas que já existiam e agora, devidamente
incrementadas, começaram a se espalhar por lá.
Isso não significa que a anfetamina, cocaína e
a heroína (agora mais puras), deixaram de ser consumidas,
e a maconha com penetração em todas as faixas
etárias, ainda é, de longe, a mais usada.
Elas foram cedendo lugar às
metanfetaminas e a derivados do ópio muito mais potentes.
Até a "geração saúde"
que cultua o corpo nas academias já tem suas vítimas
por drogas pós-GHB, disfarçadas de energéticos,
que também são consumidas misturadas a outras
drogas em festas haves.
A primazia do consumo das "novas"
drogas, geralmente, é da classe rica e média,
porém, mais tarde, misturadas à imundícies
que as barateiam, serão consumidas entre os pobres que
morrerão feito moscas, assim como foi da cocaína
para o crack, a merla...
A intenção não
é produzir um tratado sobre as drogas que flagelam os
EUA, ou as várias que já chegaram ao Brasil, mesmo
porque na Internet existem inúmeros e profundos estudos
sobre todas, mas uma rápida panorâmica informativa
de algumas novas drogas e seus terríveis efeitos colaterais.
Para isso busquei fontes como: Interpol, The New York Times,
Instituto Nacional do Abuso de Drogas (NIDA), Folha de São
Paulo, Mental Health, JAMA (Jornal da Associação
Médica Americana), Medicamentos da Dor da NIDA INFOFAX,
ADA (Division of Alcoholand Drug Abuse), DEA (Departamento de
Justiça dos EUA), CEBRID (Centro Brasileiro de Informações
sobre Drogas) UNIFESP.
Não foi incluída
a metanfetamina Ecstasy, porque esse derivado do cactus Peyot,
o composto chamado MDMA (metileno-dioxi-metanfetamina), já
foi objeto de um outro artigo: "ECSTASY: o charme que mata".
Diferença entre a metanfetamina
e outros estimulantes como a cocaína
Embora a metanfetamina e a cocaína
sejam psico-estimulantes que produzem efeitos similares, há
algumas diferenças nos mecanismos básicos de como
trabalham em nível celular do sistema nervoso e na forma
como são extraídas.
A metanfetamina é sintética
(produzida em laboratório) enquanto a cocaína
é extraída de uma planta (coca).
O consumo da metanfetamina produz
um efeito estimulante com duração de 8 a 24 horas,
a euforia da cocaína dura de 20 a 30 minutos.
A cocaína é rapidamente
metabolizada e removida quase completamente do corpo. A metanfetamina
permanece por mais tempo no corpo e sua longa ação
no cérebro prolonga os efeitos estimulantes, provocando
um estrago mais desastroso no organismo.