.
.
.DF
.
.
..
.
.
.
.

 

 

 

 

 

 

 

 

O FALSO BRILHO DO CRISTAL
Anfetamina e Metanfetamina

Maria Luiza Curti
luizacurti@dominiofeminino.com.br
Psicóloga clínica 14/01733-1
mlcurti@uol.com.br
18, Maio/2002

 

"Mais rapidamente, mais rápido, até que
a emoção da velocidade supere o medo da morte"
S. Thompson

Para tentar entender as novas drogas que ilegal e rapidamente se espalham, viciando, adoecendo e matando, é bom que se saiba que não são tão novas assim.

A anfetamina foi sintetizada (manufaturada) em laboratório pela primeira vez por Edeleano na Alemanha em 1887. Esse estimulante sintético tem estrutura química semelhante à efedrina, um estimulante natural encontrado nas plantas do gênero ephedra, o que se observa também na adrenalina.

Apenas em 1920 seu efeito psico-estimulante foi reconhecido e seu uso médico farmacêutico foi autorizado pelos EUA. Na segunda Guerra Mundial a anfetamina foi utilizada para dar mais energia e manter os soldados em estado máximo de alerta.

O emprego da anfetamina para fins medicinais foi concomitante com a história do seu abuso.

Os médicos a prescreviam (e ainda é em alguns casos) para casos de depressão, mal de Parkinson, epilepsia, hiperatividade infantil,obesidade, narcolepsia, impotência, apatia dos idosos, etc...

Hollywood glamourizou a anfetamina e os narcóticos a partir de meados dos anos 40, 50 e 60 inspirando até um "best seller" de Jacqueline Susann "O Vale das Bonecas", que descreve os bastidores do mundo dos espetáculos e conta como estrelas abusavam das anfetaminas para se manterem magras, acordadas, em forma para agüentar a maratona do dia-a-dia e como consumiam narcóticos com álcool para dormir.

A molécula-mãe da anfetamina o 2-pea, é o elemento básico dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina. A estrutura simples do 2-pea pode ser projetada de muitas maneiras, de modo que é difícil calcular o número exato de todos os derivativos possíveis com efeitos similares. Por exemplo, o LSD, o ácido lisérgico que provoca alucinações, é semi-sintético, produzido em laboratório desde 1938 por Albert Hofmann e é uma das variantes da anfetamina.

A metanfetamina, é um derivado estimulante ultrapotente, de extremo poder viciante, que afeta dramaticamente o sistema nervoso. Essa droga é facilmente produzida ilegalmente em laboratórios clandestinos (até em banheira como diz um entrevistado de um jornal) com ingredientes relativamente baratos. É um pó branco, cristalino, sem odor, com sabor amargo que se dissolve facilmente em água ou álcool.

Conforme levantamento do NIDA (National Institute on Drug Abuse) o uso da anfetamina sempre foi muito difundido entre caminhoneiros, por esse tipo de trabalho exigir muitas horas acordados em longas jornadas.

A metanfetamina, antes confinada à Califórnia, ao Meio-Oeste e ao Sudoeste, onde era consumida como estimulante por gays, donas-de-casa, motoqueiros, cada vez mais está se espalhando rapidamente por clubes de New York, pelos bailes haves (com som alucinante que duram até dias) e por outros vários pontos do país. As autoridades estão preocupadas e temem que essa droga siga os passos do ecstasy, da cocaína que eram usadas em festas e depois ficaram famosas e se alastraram pelo mundo.

O dr. Perry N. Halkistis, psicólogo da Universidade de New York, autor de vários estudos, acredita que a metanfetamina Cristal continuará se disseminando a menos que as autoridades de saúde pública e lideranças sociais comecem a divulgar o lado destrutivo da droga. Disse ele: "Não há ninguém lá fora alertando as pessoas sobre o cristal. No momento ela ainda é considerada chique".

Essa metanfetamina é conhecida por vários nomes como, Cristal, Cristina, Tina, crank, ice, speed, cocaína do operário e quando misturada a outras substâncias que a faz mais barata, passa a ser chamada de manivela.

A Cristal que pode ser cheirada, fumada, inalada, injetada ou tomada por via oral, inunda o cérebro com dopamina, uma substância reguladora do prazer, motivação, atenção e movimento. Seus usuários sentem a autoconfiança ir às alturas, incrível sensação de bem-estar, vigorosos, cheios de energia, invencíveis e com o desejo sexual ampliado ao extremo (levando a um comportamento excessivo e perigoso).

Uma grande preocupação é com os portadores do vírus HIV que, quando a consomem sentem-se tão bem a ponto de correr risco de morte, abandonando o tratamento essencial à sobrevivência.

A droga Cristal que proporciona longas horas de prazer intenso, logo vem cobrar seu verdadeiro preço. Depois de vários dias de consumo, por ter ficado muito tempo sem alimento, sem dormir e em atividade frenética, a pessoa sente-se extremamente esgotada, irritada, ansiosa e agitada.

As doses elevadas e repetidas por diversos dias podem provocar o delírio, pânico, alucinações visuais e auditivas, paranóia, comportamento anti-social, agressividade.

A metanfetamina provoca hipertermia, aumenta a freqüência respiratória, a cardíaca e a tensão arterial, podendo causar lesão irreversível nos vasos sanguíneos cerebrais, produzindo derrames. Outros efeitos do abuso incluem problemas respiratórios, irregularidade das batidas do coração e anorexia extrema. Como é alta e rapidamente viciante, logo cria tolerância, obrigando os usuários a aumentar as doses, o que pode ocasionar colapso cardiovascular e a morte.

A taxa de mortalidade por overdose de Cristal está elevadíssima nos EUA. Por todos os transtornos e dores que vem causando a Cristal já está sendo conhecida por um outro nome: a maligna.

 

 

 

DF
Interativas
Amizade
ClubeDF
CTRlQualidade
Participe
Expats

Onça

Amor
Seguros
Socorro
Separação

Moda

ElesPorEles
Viagens
NetColuna
Humor via e-mail
Cultura
Por aqui, senhores
Serviços
Sociedade
Lar & Casa
Lazer
Entrevista
Mulher
Trabalho
& Negócios
Compras
NoivasNoivos
Perfume
Internacional
Temáticos
Saudável
Opinião
Editorial
Editora
DF

 

[ Domínio Feminino 2000 -2002. Todos os direitos reservados. ] Brasil - Brazil, we speak portuguese