Drogadição
O termo drogadição
"Sindrome de Popeye"
A Sindrome de Asterix
A Família
Personalidade
A etapa pré-aditiva
As Ilusões da Droga
Dr. Roque
Theophilo*
22, Maio/2002
No complexo mundo da droga
assim como do sexo ambos estão inseridos em tabus
o que geram. muitas lendas o que permitem a elaboração
de considerações extremamente errôneas.
O termo
drogadição
No Dicionário Aurélio
século XXI, tem a seguinte explicação:
"Adicto vem do lat. Addictu, é um adjetivo, que significa
1).Afeiçoado, dedicado, apegado. 2) Adjunto, adstrito,
dependente.3) Em medicina é quem não consegue
abandonar um hábito nocivo, mormente de álcool
e drogas, por motivos fisiológicos ou psicológicos.
Daí vem a expressão de indivíduo adicto
O termo drogadicto é
preferido por alguns autores ao de toxicômano que
seria o usuário de tóxico + mania, que em
psiquiatria mania é uma síndrome mental caracterizada
por exaltação eufórica do humor, excitação
psíquica, hiperatividade, insônia, etc., e,
em certos casos, agitação motora em grau variável.
ou uma das duas fases alternativas da psicose maníaco-depressiva,
psicopatia que se manifesta por acessos, que se alternam,
de excitação psíquica e de depressão
psíquica, como por exemplo a. psicose canábica.
causada pelo uso prolongado de maconha. Em resumo define
que se trata de pessoa propensa e apegada a droga, enquanto
que "drogadicto é mais elucidativo e define quem
passa a viver em função do toxico condição
de escravo(dependente)"
O drogadicto, nega suas dificuldades,
porque a sua dependência o faz acreditar que o objeto
provocador de suas manifestações comportamentais
anômalas é a droga que está fora de
sua identidade e não dentro dele. A considera como
objeto que elegeu como o faz o desportista que escolhe uma
modalidade esportiva.
A droga passa a ser um agente
de todas as suas atividades e a única que passa a
confiar na sua relação com o mundo, tornando-se
em conseqüência um escravo(dependente) do tóxico.
Quando se inicia a dependência
por ser um drogadicto, vive somente através das drogas
e em razão dela. Perde o afeto que o une as pessoas
de seu círculo e a transfere para a droga
Aos poucos vai se fechando
num mundo restrito de pessoas que usam droga, criando uma
falsa concepção de que todos tanto os de dentro
como os de fora do grupo são usuários
"Sindrome
de Popeye"
Especialistas em drogadição
destacando-se Eduardo Kalina criaram a" a designação
de Sindrome de Popeye
Quando um personagem de ficção
chega a ter êxito passa a ser um ídolo como
foi o caso de Popeye o Marujo, o que significa que de uma
ou outra forma canaliza, através de mecanismos de
identificação projetiva de massa, uma fantasia
que atinge de forma global uma multidão de fãs
No caso de Popeye o Marujo
passamos a viver através de nossas fantasias uma
onipotência latente
No caso do Popeye o Marujo
o fascinado pela fórmula mágico-omnipotente
de comer espinafre de modo que em frações
de segundos derrotava os mais terríveis facínoras
pela força que adquiria na ingestão do espinafre
como forma de obter as forças necessárias
para realizar as suas inéditas proezas
Na época mães
de crianças resistentes para se alimentarem usavam
as façanhas do Popeye para induzi-las a comerem de
maneira até exagerada espinafre.
A modalidade oral por onde
entram os alimentos tem seus fundamentos psicológicos
e sociais numa fase da vida, na qual o alimento oriundo
do seio de sua mãe, isto é o ato da amamentação
tornou-se instrumento mágico onipotente que acalmava
diante das angustias da sua vida extra-uterina. Daí
o fato de que crianças mal resolvidas podem fazer
o uso do seio materno até a idade de seis ou mais
anos, o que evidencia a mãe neste fenômeno
tido como mágico-onipotente na concepção
da observação externa, porém o que
demonstra a mãe no ato de amamentar é uma
força real representado fisicamente pelo elemento
leite e emocionalmente pelo seu calor afetivo que aliviam
a angustia, que não pode ser verbalizada pelo recém
nascido que quando sente fome ou mesmo sem senti-la diante
de qualquer sentimento de angustia choraminga para solicitar
o seio materno.
A magia do personagem Popeye
apela esta impressão mnemônica com o fortalecimento
da memória mediante processos artificiais auxiliares,
como, por exemplo a associação daquilo que
deve ser memorizado com dados já conhecidos ou vividos;
combinações e arranjos; imagens etc.,
Dessa forma ensina a criança
no valor nutricional de grande alimento que é o leite
materno
A criança entende esta
linguagem não como uma mensagem emitida num código
simbólico, porém em termos de uma linguajem
concreta, isto é de uma equação simbólica.
O objeto não representa o simbolizado, e sim é
o simbolizado.
Comer espinafre na explicação
da "Sindrome de Popeye", não representa a mensagem
de que se alimentar bem ajuda a sermos saudáveis,
mas sim comer espinafre é tornar-se imediatamente
um poderoso, transformando-se de forma mágica num
personagem ideal mediante o recurso psicológico da
identificação projetiva de massa.
Segundo o enfoque psicanalítico
kleiniano, seria uma identificação projetiva
de massa num objeto interno (internalizado) e idealizado,
isto é uma construção narcisista. O
símbolo se confunde com o simbolizado.
Relacionando o drogadicto com
a "Sindrome de Popeye", vive de forma parcial e total a
ilusão de pelo consumo da droga que para o Popeye
era o espinafre, representa de forma concreta a omnipotência
e lhe permite viver uma ilusão transitória
de ser o outro que de fraco e medroso torna-se poderoso
e corajoso.
Daí passa a ter a vivência
de "de quando o desejar" junto com a crença mágica
de que esta falácia é dominadora, sendo reversível
quando assim o desejar. Em outras palavras o adicto tenta
viver de forma narcisista una ilusão, interpretando
concretamente aquele refrão que diz "de fantasia
também se vive".
O usuário de droga não
reconhece o adicto que ele representa isto é o escravo
da droga que com a ilusão infantil de chegar a um
Popeye, que se tornava poderoso ao consumir o espinafre
e lamentavelmente não imagina que vai se tornar de
forma crescente um ser deteriorado, em última análise
um impotente físico, sexual psicológico e
social.
A drogadição
como "Síndrome de Popeye" é o contrario da
liberdade, pois que significa submeter-se a uma trágica
escravidão e que de certa forma traça um futuro
de grande desilusões.
Mas, pelo fato de a cocaína
bloquear em níveis pré sinápticos,
a recaptura das catecolaminas (dopamina e noradrenalina)
e recentemente, a isso se acrescentou que o mesmo ocorre
com a serotonina, ela possibilita a oferta de um excesso
de neurotransmissores no espaço inter-sináptico
à disposição dos receptores pós
sinápticos, fato biológico cuja correlação
psicológica é de uma sensação
de grandeza, euforia, prazer, aumento da libido surgindo
daí a "Sindrome de Popeye", numa analogia dessa droga
com o espinafre do marujo das histórias em quadrinhos.
Outros autores em lugar de
Popeye analisam a figura de Asterix um personagem mais contemporâneo
ao Popeye.
"A
Sindrome de Asterix"
A primeira versão da
célebre história em quadrinhos criada com
textos de Goscinny e o genial traço de Uderzo, tornou-se
final dos anos 90 um dos maiores sucessos da história
do cinema francês.
Enquanto que para Popeye a
força vinha do espinafre, para Asterix como fonte
de energia vinha de uma poção mágica
preparada pelo druida Panoramix.
Asterix, o herói destas
aventuras, é um pequeno guerreiro, com espírito
astuto e inteligência viva.
As missões perigosas
lhe são confiadas com a certeza de sucesso. Recebe
sua força sobre-humana da poção mágica
assim como muitos adictos que necessitam e usam a droga
para tirarem proveito de suas capacidades".
Outro herói Obelix um
glutão voraz, que só se alimenta de javalis,
e não se considera gordo, é carinhoso, e aparece
como "o inseparável" amigo de Asterix,
Asterix por sua vez se auto
impõe carregar coisas inúteis, como enormes
pedras em ultima análise faz um esforço carregando
coisas desnecessárias, porém, não necessita
beber poção mágica, porque quando era
criança caiu numa vasilha cheia da mesma.
Aspectos relacionados entre
a comparação da historia e a dos adictos podemos
encontrar quando os autores dizem: "Obelix está sempre
disposto a abandonar tudo para seguir a Asterix em uma nova
aventura", o que deduzimos como: "Um drogadicto como bom
amigo de outro drogadicto está sempre disposto a
abandonar a si mesmo, seus projetos pessoais, sacrificar
seu desenvolvimento pessoal para acompanhar o "amigo".
O fornecedor da droga sempre
é importante neste quadro da drogadição
seja o "traficante (pusher)", ou o "intermediário
(conecte)", assim como os próprios companheiros de
grupo.
Panoramix, é o venerável
druida, bruxo, curandeiro, e sábio da aldeia. Recolhe
ervas e prepara poções mágicas. Seu
maior trunfo é a poção que dá
força sobre humana ao consumidor sendo também
detentor de muitas receitas secretas.
O chefe da aldeia é
Abracurcix, que aparece sempre em cena sustentado por dois
gauleses que transpiram muito num escudo onde fica amparado
de forma majestosa e arrogante., não teme nada a
não ser o céu que possa cair sobre a sua cabeça,
porém diz 'isso não vai a acontecer amanhã'"
Qualquer semelhança
é mera coincidência, se raciocinarmos que este
chefe bem que poderia ser um adicto em reabilitação,
apoiado por seu grupo de auto ajuda (não necessariamente
gauleses) que parafraseando a história "o adicto
em recuperação teme o fato, de que bebendo
ou se drogando afetará seu cérebro, porém
se desculpa dizendo, "só vou usar hoje porque amanhã
tal fato não acontecerá mais".
Por último, nesta seqüência
de idéias está o bardo Asuranceturix,: que
segundo o Petit Larousse, bardo era um poeta dos antigos
celtas, que para o nosso exemplo de paralelismo seria um
co-dependente que quando está sóbrio é
um bom companheiro e todos o apreciam"
Este personagem representa
a pessoa que tem que se anular para os outros se tornarem
importantes, um homem bom com instinto romântico de
poeta, que no final das historietas, acaba excluído
de todas as reuniões, enquanto que os outros festejam
ele fica amordaçado.
Em
resumo: Obélix e Asterix são os dois melhores
amigos do mundo! Mais se a sua força os une para
a luta contra os romanos, suas características psicológicas
se opõem radicalmente.
Nos combates é que Obélix
procura um druida para vir ajudar Panoramix, que entrou
em surto, e sai em procura do divã de Amnésix,
um druida psicanalista.
Nas duas relações
de ficção e de fato os leitores poderão
entender com funciona o intrincado mecanismo das drogas
para tornar um ser humano em drogadicto com o falso conceito
de que a droga que dará poderes sobrenaturais.
A
Família
O adicto é em tese o
enunciado do sintoma de uma disfunção familiar
mascarada pelas funestas conseqüências da adicção
Mães
sem vocação para a maternidade que admitem
os filhos como fardos de sua vida que lhe tiraram o sossego
e a liberdade, e pais ausentes de casa que acham que a sua
única missão é trazer dinheiro para
casa são dois ótimos vetores para criarem
um adicto.
O adicto obriga a família
a realizar um controle permanente sobre ele provocando-lhe
uma alteração na organização
familiar no qual a família passa a postergar outros
problemas preexistentes.
O pai do adicto não
consegue diante do impacto manter a serenidade e a autoridade,
emergindo a imagem do pai modelado numa figura frágil
e carente, enquanto que a sua mãe em contrapartida
passa a ser a lutadora pois que despertam nela traços
latentes da mãe que tem o seu "filhote ferido" e
enfrenta qualquer perigo, o que ocorre nas selvas quando
a fêmea para preservar a sua cria dos predadores enfrentando
com galhardia até a morte a sua integridade não
ocorrendo o mesmo com o macho que se omite .
Neste instante a família
começa a se esfacelar com duas possibilidades ou
vive junto porem sem a união que apresenta uma relação
de cumplicidade com a ruptura total do casal com vínculo
pobre e restrito vivendo como dois estranhos habitando no
mesmo espaço, ou o casal se integra baseado no respeito
a individualidade de cada um, limitam-se ao viver de forma
familiar vegetativa com a constante ameaça de separação.
Os pais que são bem
sucedidos em suas profissões, porém os seus
filhos sabem que o seu êxito é de caráter
duvidoso e suas ações suspeitas de que são
o sucesso vem através da prática de delitos.
Quando tais os pais não são bem estruturados
e alardeiam para os seus filhos falsos conceitos de lei
interagindo o desafio e a transgressão cria-se uma
estrutura cheia de lacunas estimulando assim ao pré-aditivo
que atue através de práticas marginais entre
as quais encontra-se o uso de drogas, porque se abre uma
brecha de identificação entre o pai idealizado
como um modelo de virtudes e mantenedor da lei e do pai
permissivo que é um espelho de estímulo a
contravenção.
Vamos analisar a figura materna
que não consegue cumprir sua função
básica de maternidade desviando os seus padrões
da função feminina que se expõe a situações
de confronto a tudo o que é considerado feminino,
baseado em modelo que a própria mãe lhe transmitiu.
A mãe ao distorcer a
sua função, desperta nos filhos a sensação
de que falharam no seu papel de mães e os filhos
se sentem abandonados, e se vinculam ao pai, tentando através
desta parceria alcançar uma ligação
emocional de sobrevivência.
Dessa forma as dificuldades
de relação com a figura materna provocam rupturas
profundas no desenvolvimento de sua estrutura psíquica,
pois que o ataque aberto a figura da mãe internalizada
aumentaria a culpa, gerando em conseqüência angustias
paranóides, caracterizadas pelo aparecimento de ambições
e de suspeitas que se acentuam, evoluindo para delírios
persecutórios e de grandeza estruturados sem bases
lógicas.
Ora a atenuação
de tal quadro complexo pode encaminhar os pré-adictos
para a droga. que triunfa através dos esquemas destrutivos,
auto agressivos contra a representação parental
internalizadas, que em razão disso usam a droga como
elemento de autopunição que acaba culminando
com a adicção.
O
uso indiscriminado de medicamentos, do fumo do álcool
e de comidas de forma compulsiva, o consumismo a fuga no
trabalho (ergomania) ou outros atos com a finalidade de
abrandar a angustia vai construindo modelos onde o controle
dos impulsos não existe; em contrapartida usam a
ação tóxica para mascará-la,
degenerando assim a personalidade e preparando o pré
aditivo que ao aliar-se com a droga passa a categoria de
adicto.
O adicto normalmente requer
muitas atenções do grupo familiar buscando
gratificações imediatas porque não
aprendeu a controlar os seus mpulsos na constelação
familiar por não Ter tido a prática de uma
educação sadia do lar usando modelos coerentes
de reflexão.
Crianças extremamente
mimadas ou rejeitadas são fortes candidatas a adicção
por estas características, Freud mostrou que crianças
mimadas são fortes candidatas a fixações
orais. Na dinâmica da adicção tal fixação
aparece, e dai fundamentou a clássica descrição
da existência na personalidade do adicto de ego fraco
e incapaz de tolerar frustrações.
A droga pela sua ação
química mascara o medo e dá um falso suporte
para sustentar o fracasso ou a frustração.
Personalidade
Os drogadictos, em regra geral,
são personalidades dominadas por angustias e temores,
cuja qualidade e intensidade os convertem como portadores
de sentimentos insuportáveis para o seu ego, a insegurança
em si mesmo, a baixa estima e a desorganização
de seus valores no ser, estar e agir criam uma enorme insegurança,
e o medo de ser destruído cria uma forma paranóica
violenta que domina este tipo de personalidade, daí
a estrutura volúvel do adicto que possui uma resistência
psicológica muito fraca.
A
etapa pré-aditiva
É caracterizado por
ser um período pela qual o futuro adicto tem oportunidade
de pressentir e em muitas ocasiões sentir o alto
grau da inconsistência de sua identidade.
Esta etapa e repleta de angustias
e desolações que o invadem ao enfrentar-se
com problemas devido a sua frágil identidade e em
conseqüência começa a procurar as formas
possíveis de fuga em razão desse decepcionante
encontro consigo mesmo
A realidade vulgarmente chamada
experiência de vida passa a constituir para ele um
âmbito de vivências penosas e de inseguranças
desesperadoras.
Em
razão da sua insegurança o pré-adicto
descobre que embora a vida possa lhe oferecer alguma gratificação
a intensidade do desconforto das angústias e ansiedades
e a sua capacidade de tolerar o déficit crônico
de autoestima é tão grande que vale a pena
envolver-se no famigerado vício das drogas e assim
descobrem "o caminho": da drogadição, opção
incoerente mas que em última análise significa
"ir até a morte para escapar da morte"
As
Ilusões da Droga
Não existe uma estrutura
definida de personalidade que conduza a adicção
desde que o próprio conceito de personalidade é
complexo:
Existem centenas de definições.
De forma geral podemos dizer que é um conjunto de
padrões de comportamentos tais como pensamentos,
sentimentos e crenças características de um
indivíduo
De forma ilustrativa pode ser
comparada como se fosse a "impressão digital da mente’
de uma pessoa, daí não encontrarmos duas pessoas
com personalidades idênticas mesmo entre os irmãos
gêmeos univitelinos.
Vamos esperar a clonagem do
ser humano para sabermos se existirão duas personalidades
idênticas a do clone e a do clonado
A psicodinâmica só
se explica tendo em conta a constelação psíquica
que apresenta em cada caso, cada pessoa e cada situação
particular.
Com generalizações
se traça um perfil errôneo descritivo do adicto.
As
teorias são como um mapa, que sem o mesmo não
sabemos para onde vamos e nem onde estamos porém
o mapa é um referencial genérico.
O que é importante é
antes de efetuar tratamentos ou fazer uma avaliação
da conduta, é necessário saber-se a estrutura
da personalidade e situação geral dos pontos
instáveis, mal estruturados.
Qualquer pessoa pode deteriorar-se
numa tentativa mal elaborada de regulação
e controle de seus conflitos interno mediante adicções.
O adicto é em suma portador
de sintoma de disfunção familiar que fica
mascarada em razão das conseqüências da
adicção. Sob o efeito a sensação
de fragilidade é disfarçada por um sentimento
de poder (Sindrome de Popeye e de Asterix).
É a ilusão de
haver vencido o fracasso inexistente que por suas características,
constitui um "triunfo maníaco".
A angustia cede seu lugar a
um "clima de paz" sentido a vezes como paradisíaco.
Tudo adquire una serena relevância: sons, cores, gestos,
paisagens. O tempo para no êxtase da gratificação
plena e aparentemente não existe pelo pseudopoder
sobrenatural que adquire não evitando nem a própria
morte no horizonte excepcional destas vivências, daí
o drogadicto enfrentar os mais sérios riscos (praticar
arrojados assaltos, sequestros, enfrentar polícia,
etc.), atitudes que em estado normal jamais seria capaz
de praticar.
A
droga funciona como objeto externo a serviço de um
"equilíbrio" que intenta restabelecer a homeóstase
para que possa lidar com a ansiedade e a angústia
A fantasia onipotente que se
busca a través da droga tende a transformar as pessoas
do sexo feminino em "Mulher Maravilha", e os do sexo masculino
em Super-Homem.
Prof.
Dr. ROQUE THEOPHILO, Psicoterapeuta, Sociólogo, Pesquisador
e Professor Universitário.
Visite www.psicologia.org.br
Bibliografia:
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a Cocaína. Enfoques actuales para su abordaje terapéutico.
CTM Servicios Bibliográficos S.A. 1994. Buenos Aires.
Kalina, E y otros. Adicciones.
Aportes para la clínica y terapéutica. Editorial
Paidós. 2000. Buenos Aires
Kalina, E: Viver sem drogas,
Livraria Francisco Alves. 1987.Rio de Janeiro
Kalina,E: La Familia del adicto
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Kalina,E y otro Adolescencia
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Kalina y outros-Drogadição
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Labriola,R.Fernandez. Psiquiatria
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Buenos Aires,1993
Labriola,R.Fernandez "Veinte
años de seguimiento biológico-clinico(1973
a 1993)- Congreso de Psiquiatria y Psicologia de la Infancia
y La Adolescencia.Assuncçao,Paraguai,1993
E.Rodrigues Casanova y otros-
Esquizofrenia, Dépresión, Toxicomania, Ed.
Paidós ,1997.Buenos Aires