
Aves
no ninho

Durante
quase 20 anos, voamos juntos. Depois, seguimos ventos
diferentes e pousamos em ninhos desconhecidos. Ficamos
experimentando novas parcerias em asas, um tempo que
já parece infinito e perdido.
Agora,
nos reencontramos. E nenhum disse ao outro que lhe via
as asas menos ágeis, que talvez não abrissem
de forma tão ampla como no passado, nem que poderiam
estar incapazes de alçar os vôos mais ousados.
Simplesmente,
na manhã mornazul, após a longa noite
( e fria ) da separação, voltamos a juntar
nossas asas num vôo solidário. E
azul.
Se
você gostou deste conto e deseja obter o livro
envie
E-mensagem
para : corpodaletraeditora@dominiofeminino.com.br
©Práticas
proibidas, Edilberto Coutinho,
pág. 21.
Corpo da Letra Editora, Rio de Janeiro.
Sobe