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A MULHER E A POLÍTICA

Maria Luiza Curti
03, Novembro/2001

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Por que o medo de querer ser política?

Maria da Penha Vieira
03, Setembro/2001



Desde 1996 temos a nossa disposição, por Lei, cota mínima de 30% para candidatura feminina. Passados cinco anos e sequer foi atingido 10% do total mínimo. Num primeiro momento parece que podemos escrever pouco sobre a matéria. Ledo engano, pois o assunto além de apaixonante, é complexo demais e também árido para quem não está acostumada.

Nenhuma intenção de cartilha. É apenas uma matéria na qual não se consegue pensar tudo, apenas umas idéias.

Leia esta matéria e veja se você se anima. Coragem mulher! Você não pense, nem deve pensar em fazer política à moda masculina. Se pensar assim não teremos mulheres na política e sim um híbrido confuso. Se pensarmos que temos que pensar e agir como os homens, só para sermos aceitas, penso que aí estará o grande equívoco. Tanta luta, e não foi para isso.

Há lugar para nós, do jeito que somos: femininas ou não, mas com certeza, mulheres. Cada qual dentro do seu estilo pessoal, mas sem abrir mão dos hormônios, do baton, da calcinha e do sutian de renda. Como queiramos.

A resposta de que tudo na política cheira mal, é podre e corrompida, só dá ladrão etc. é tola demais para ser usada. Está aqui uma boa hora de repensar. Vamos deixar tudo fedendo, tudo podre? E as narinas dos seus filhos e netos? Que se danem?

Aproveite esses dados colhidos no site www.politicall.com

Quando ocupam cargos públicos, como prefeituras ou governos estaduais, as mulheres são mais honestas, mais responsáveis, mais confiáveis, mais competentes, mais firmes e mais capazes do que os homens. Essa é a posição da maioria dos brasileiros, conforme o resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira.

O mais interessante é que a mesma pergunta foi feita pela pesquisa CNT em janeiro de 2000, quando havia menos mulheres em cargos públicos eletivos do que hoje. Nesse ano e meio, a balança ficou ainda mais favorável ao poder feminino. Em janeiro de 2000, por exemplo, 57% dos entrevistados consideravam que a mulher em cargos públicos é mais honesta do que os homens. Hoje, essa parcela subiu para 59%. No quesito mais competente, o crescimento foi de 43% para 47,5%, e no de mais firme, de 41% para 45%.

 

Como surgiu a Lei de Cotas para candidatura feminina

http://www.iarabernardi.org.br/

No Brasil a "Lei de Cotas" foi aprovada em 1995 e aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996. Foi a primeira conseqüência prática da participação do nosso país na Conferência Mundial da Mulher, realizada em Beijing, China, em 1995, que recomendou aos países, a adoção de "ações afirmativas" para se apressar a diminuição da exclusão das mulheres e se chegar à igualdade entre os sexos nos centros de poder político

 

ÍNTEGRA DA LEI DE COTAS para candidatura feminina

Lei Federal
Lei nº 9504 – de 30.09.96, que em seu artigo 10º tem o seguinte texto:

"Cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, até 150% do número de lugares a preencher".

No parágrafo 3º, a lei prevê: " Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo".

 

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