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UDR pede a Ministério Público legalização do MST

Silvia Freire
da Agência Folha

A direção da UDR (União Democrática Ruralista) entregou hoje na sede do Ministério Público Federal em Presidente Prudente (565 km a oeste de São Paulo) um requerimento que pede a extinção do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ou a regularização jurídica do movimento.

Segundo o presidente nacional da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia, o documento será encaminhado também ao Ministério Público Estadual, em São Paulo.

Segundo a interpretação dos ruralistas, o MST fere tanto a Constituição Federal, por ser uma "associação com fins ilícitos" (a promoção de invasões de terras privadas), e o Código Civil, por não ter personalidade jurídica com definição de endereço da sede, estatuto, fontes de recursos para sua manutenção, entre outros requisitos.

Apesar de atuar há mais de 20 anos na luta pela reforma agrária, o MST não existe juridicamente. O fato dificulta a identificação pela Justiça dos responsáveis pelas invasões de terra, por exemplo.

"A Constituição dá plena liberdade de associação desde que seja para fins lícitos. Não se pode criar uma associação para fins ilícitos que é o que o MST faz. O Ministério Público, como fiscal da lei, vai ter que tomar providências", disse Nabhan Garcia.

A assessoria da coordenação nacional do MST em São Paulo disse que o movimento não comentará o assunto. Segundo o presidente da UDR, a entidade quer incentivar os fazendeiros que tiverem sua terras invadida por sem-terra ligados ao MST a pedir na Justiça o ressarcimento dos prejuízos.

"Para entrar com uma ação de indenização contra o MST, no entanto, é preciso que os responsáveis pelo movimento sejam identificados", disse Nabhan Garcia.

A movimentação da UDR coincide com a Segunda Jornada de Luta pela Terra, que é chamada de "novembro vermelho" por algumas lideranças de sem-terra. Desde o início do mês, movimentos sociais ligados à luta pela terra promoveram invasões de propriedades rurais e de prédios públicos.

Apesar de o Pontal do Paranapanema ser o principal foco de conflito agrário no Estado de São Paulo e região onde se concentra grande parte dos produtores rurais ligados à UDR, nenhuma invasão na região foi registrada até agora durante o "novembro vermelho".

 

 

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